Vítimas de funcionários suspeitos de matar pacientes em hospital particular tinham entre 33 e 75 anos
De acordo com o delegado responsável pelo caso, uma das vítimas deixou uma esposa e um filho de cinco anos
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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As investigações sobre os possíveis homicídios no Hospital Anchieta, em Taguatinga, revelam que as vítimas tinham entre 33 e 75 anos. Trata-se de dois homens e uma mulher, mortos entre 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025. Segundo a polícia, um técnico de enfermagem de 24 anos teria aplicado propositalmente medicações que causaram paradas cardiorrespiratórias nos pacientes.
De acordo com o delegado Mauricio Iacozilli, da Coordenação de Repressão a Homicídio e de Proteção à Pessoa e responsável pelo caso, a vítima mais jovem é um homem, funcionário dos Correios. “Ele deixou a esposa e um filho de cinco anos, o que torna o caso ainda mais comovente”, afirmou o delegado.
As outras duas vítimas dos enfermeiros eram idosos, de 75 e 73 anos, um deles, inclusive, teria ido ao hospital por motivos de constipação intestinal e não sofria qualquer risco de vida.
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Modus Operandi e Suspeitos
Entre os três funcinários presos, um homem de 24 anos, seria o principal responsável pelos homicídios. Para realizar os crimes ele teria invadido computadores de médicos, prescrito receitas indevidas e feito a aplicação nos pacientes. Outra suspeita, uma mulher de 22 anos, estaria presente com o homem o tempo todo durante os crimes, verificando, inclusive, a chegada de terceiros, para impedir que um possível flagrante.
A Polícia Civil não identificou, ainda, a motivação para os assassinatos. “Quando questionamos ele (enfermeiro) começou a titubiar. Incialmente disse que o plantão estava muito cansativo, depois disse que queria aliviar o sofrimento das vítimas, porém a primeira das vítimas estava bem e consciente, apenas com uma constipação intestinal”, contou Iacozilli.
Outras vítimas
A polícia não descarta a existência de outras vítimas. Um novo inquérito será instaurado para analisar óbitos ocorridos em outras unidades de saúde onde os envolvidos trabalharam. A agilidade na investigação foi motivada por um fator alarmante: o autor principal também atuava em uma UTI neonatal. “Nossa preocupação era que ele pudesse agir contra bebês e crianças”, concluiu o delegado.
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