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Vorcaro e ex-presidente do BRB divergiram sobre venda de carteiras de crédito; veja vídeo

Dono do Master diz que BRB sabia desde o início que créditos vinham de terceiros, o que Paulo Henrique Costa negou

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, apresentaram versões opostas sobre a origem das carteiras de crédito negociadas.
  • Vorcaro alegou que informou ao BRB sobre a mudança na origem dos créditos, que passaram a ser da empresa Tirreno.
  • Costa negou ter recebido essa informação e afirmou que o BRB acreditava que os créditos eram originados pelo Banco Master até abril.
  • Durante a acareação, Vorcaro admitiu que os valores não foram transferidos para a Tirreno, caracterizando os registros como contábeis, enquanto Costa questionou a liquidez dos recursos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na acareação entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do BRB (Banco Regional de Brasília) Paulo Henrique Costa, os dois deram versões conflitantes sobre as carteiras de crédito envolvidas na negociação entre as duas instituições. O principal ponto de discordância foi sobre o momento em que o BRB tomou conhecimento da real origem dos créditos.

Investigação da Polícia Federal e do MPF (Ministério Público Federal) sobre a gestão do Banco Master detectou indícios de que a instituição comandada por Vorcaro vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao BRB e entregou documentos falsos ao Banco Central para tentar justificar o negócio.


Vorcaro sustentou na acareação que, desde o início da comercialização das carteiras, informou ao BRB e a Paulo Henrique que haveria uma mudança no formato das operações. Segundo ele, o banco passaria a vender carteiras originadas por uma empresa terceira, a Tirreno, e não mais exclusivamente créditos de originação própria do Banco Master.

O empresário afirmou que pode não ter citado nominalmente a Tirreno naquele primeiro momento, mas insistiu que o conceito de que as carteiras não eram mais de originação direta do Master foi comunicado desde o início das negociações.


“Eu não me lembro a data específica, mas a gente chegou a conversar em algum momento que a gente teria essa comercialização desse novo tipo de carteira”, disse Vorcaro.

Paulo Henrique Costa contestou essa versão. Segundo ele, o entendimento da diretoria e da equipe técnica do BRB era de que as carteiras tinham sido originadas pelo Banco Master, negociadas com terceiros, e posteriormente recompradas pelo próprio Master, que então as revendia ao BRB. Ele negou ter recebido a informação de que os créditos eram originados diretamente por terceiros no momento das aquisições iniciais.


O ex-presidente do BRB afirmou que o banco seguiu adquirindo os créditos até abril com a convicção de que estavam vinculados ao Master.

“Na nossa visão, eram créditos originados pelo Master, vendidos em algum momento, que estavam sendo recomprados. E nesse ponto específico, a gente seguiu comprando essas carteiras até abril. Mais ou menos do meio para o fim de abril, a gente ao analisar alguns contratos, identificamos que tinha um padrão documental diferente. E a partir daí é que a gente começou a questionar quem eram os originadores específicos”, disse Costa.


A partir desses questionamentos, o BRB teria sido informado de que os créditos eram originados pela Tirreno, que atuava como intermediária na consolidação de correspondentes bancários.

Confronto sobre existência do pagamento à Tirreno

Outro ponto de tensão na acareação foi a discussão sobre a natureza dos registros financeiros ligados à operação com a Tirreno. Vorcaro foi questionado sobre a existência de um pagamento de cerca de R$ 6 bilhões pelos créditos.

Durante o confronto, ele admitiu que nenhum valor foi efetivamente transferido à Tirreno, afirmando que os recursos ficaram registrados em uma conta reserva, de titularidade da empresa, mantida dentro do próprio Banco Master. Segundo Vorcaro, tratava-se de um registro remunerado, e não de uma liberação imediata de recursos.

Costa sustentou que esse saldo tinha caráter meramente contábil, sem representar liquidez disponível para saque. Ele questionou por que o direito de retirada dos valores não foi exercido e afirmou que, do ponto de vista do BRB e do Banco Central, o dinheiro não existia de forma concreta para pagamento imediato.

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