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‘Vou conversar com Lula sobre futuro político quando ele quiser’, diz Haddad

Ministro da Fazenda deve deixar a pasta ainda no início do ano para atuar na campanha de reeleição do presidente

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Fernando Haddad, ministro da Fazenda, planeja dialogar com o presidente Lula sobre seu futuro político.
  • Ele pode deixar o ministério no início do ano para apoiar a campanha de reeleição de Lula.
  • Haddad ressaltou que o Brasil tem um papel importante nas relações internacionais, destacando a estabilidade institucional.
  • O acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve ser assinado em breve, é visto como positivo para a diversificação de parcerias comerciais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Fernando Haddad salientou que o governo conseguiu cumprir a meta fiscal em 2025 Marcelo Camargo/Agência Brasil - 04.12.2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (13) que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o seu futuro político “quando ele quiser.” Haddad é visto como um nome competitivo para se candidatar ao Governo de São Paulo ou ao Senado.

Quando indagado diretamente, ele não quis comentar uma data na qual pode deixar o ministério, decisão motivada pela eleição. No ano passado, ele já sinalizou que deve sair do comando da pasta até fevereiro. A intenção é ajudar na campanha de reeleição de Lula, e não se candidatar.


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Em conversa com jornalistas na sede da pasta, em Brasília, Haddad disse que os juros reais têm afetado a dívida pública muito mais do que os resultados primários, mas ressaltou que o governo tem conseguido cumprir as metas fiscais.

Falando sobre o cenário externo, Haddad afirmou que o Brasil pode ter um papel importante na distensão das relações internacionais. Ele reforçou a posição do país de dar destaque à estabilidade institucional, autodeterminação dos povos e soberania nacional como pontos fortes.


O ministro desconversou quando indagado sobre a decisão dos Estados Unidos de taxar países que façam negócios com o Irã. “Cada dia é uma novidade, e se eu for comentar aqui tudo que é anunciado...”, disse.

Sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia, que deve ser assinado no próximo sábado (17), ele afirmou que deve ser positivo em um contexto mais amplo, pela integração e diversificação de parcerias na pauta de exportações.


Inflação controlada

Em fala à imprensa nesta terça-feira (13), o ministro indicou que, de acordo com resultados preliminares, o déficit primário do governo em 2025 fechou em 0,1% do PIB (Produto Interno Bruto), valor dentro da margem esperada de 0,25%.

Somado aos gastos excepcionais, como é o caso dos valores indenizados pelo INSS às vítimas do esquema de desvio, o percentual do déficit sobe para 0,48%.


“Isso significa que os precatórios já estão sendo incorporados no cálculo para dar mais segurança de que o resultado não é maquiado, como foi em 2022, e como foi no projeto de lei [Lei Orçamentária/PLOA] de 2023”, disse.

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