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Brasília Wassef nega interferência de Bolsonaro na PF e pede investigação por conteúdos vazados

Wassef nega interferência de Bolsonaro na PF e pede investigação por conteúdos vazados

STF foi acionado para apurar suposta interferência em caso de ex-ministro; advogado acusa juiz de vazar materiais de propósito

  • Brasília | Augusto Fernandes, do R7, em Brasília, e Matheus Scavazzini, da Record TV

Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro

Frederick Wassef, advogado do presidente Jair Bolsonaro

Joédson Alves/EFE - 24.02.2021

O advogado do presidente Jair Bolsonaro Frederick Wassef disse nesta sexta-feira (24) que o chefe do Executivo não tentou interferir na Polícia Federal no caso envolvendo a prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, suspeito de ter cometido corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

"O presidente Bolsonaro não interfere na Polícia Federal, jamais interferiu na Polícia Federal ou em qualquer outra instituição de seu governo. Isso simplesmente é mentira, é uma fake news, isso não existe", afirmou Wassef, em entrevista à Record TV.

As suspeitas de interferência na PF foram apresentadas pelo procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, do Ministério Público Federal (MPF), que pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra Bolsonaro. Segundo o procurador, o presidente teria antecipado a Ribeiro que ele seria alvo de uma operação da Polícia Federal. Em ligação para a filha, o ex-ministro revelou ter sido alertado pelo presidente. "Ele está com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim", disse Ribeiro.

Wassef comentou que é natural que Bolsonaro converse com ex-ministros, mas garantiu que o presidente tem sido alvo de uma imputação "irresponsável, infundada e criminosa". "Qualquer membro da família Bolsonaro, ou no entorno da família presidencial, pode sim ter o pressentimento de um injusto ataque ou uso indevido de criminosos da máquina pública. Ainda que tenha sido dita tal frase, o que não é verdade, isso não quer dizer nada. Não há interferência", ponderou o advogado.

Segundo Wassef, o nome de Bolsonaro tem sido usado indevidamente no caso. "Se por ventura alguém estiver usando o nome do presidente de forma indevida, sem seu conhecimento e autorização, isso não pode ser deturpado, distorcido, tirado de contexto para tentarem responsabilizar o presidente da República."

Wassef ainda reclamou que trechos do inquérito da Polícia Federal e de decisões da Justiça Federal contra Ribeiro tenham vazado, visto que o caso tramita sob sigilo de justiça, e cobrou a abertura de uma investigação pela divulgação dos materiais.

"Estão vazando propositalmente um material que tramita em segredo de justiça. Isso tramita entre Judiciário federal e Ministério Público Federal. Quem está vazando isso? Tem de ser aberta investigação para apurar esta ação criminosa e irresponsável visando atingir a imagem do presidente da República. Autoridades que deveriam ser os fiscais da lei e zelar por esse sigilo estão propositalmente vazando para criar esse tsunami midiático", reclamou.

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