Câmera Record recebe prêmio por reportagem sobre trabalho infantil
Pelo terceiro ano consecutivo, programa venceu o prêmio na categoria Nacional/Televisão concedido pelo Ministério Público Federal do Trabalho

A série “Infância Comprometida”, do programa Câmera Record, venceu o Prêmio do Ministério Público do Trabalho na categoria Nacional/Televisão.
É o terceiro ano consecutivo que o programa da Record TV é premiado pela instituição. Em 2017, venceu também na categoria Melhor Imagem. Nos três últimos anos, venceu também na categoria regional Sudeste.
Participaram do trabalho os jornalistas Daniel Mota, Ligia Scalise, Marcus Reis, Thiago Correia, Aguiar Júnior, Lucas Wilches, Pablo Toledo, Gustavo Costa, Mateus Munin e Renata Garofano.
A série, exibida em junho de 2017, revelou que 3 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalham no Brasil. A maioria, no campo, segundo o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O Câmera Record viajou pelo país para mostrar como era a vida de meninos e meninas que desde muito cedo ajudam os pais a colocarem comida dentro de casa.
Cruzeiro do Sul, no Acre, é uma das maiores produtoras de farinha de mandioca. São 23 milhões de quilos por ano. Lá, crianças trabalham que nem gente grande e ajudam os pais a pagarem dívidas. O Câmera Record percorreu as chamadas casas de farinha, onde trabalham cerca de 9.000 famílias, inclusive crianças, que manuseiam facas para descascar mandiocas.
No Nordeste, crianças arriscam a própria saúde limpando tripas de boi em matadouros públicos. Incentivados pelos próprios familiares, muitos abandonam a escola em troca de 20 reais por dia.
Em meio as belezas da Amazônia paraense, meninos usam os pés e as mãos na produção de telhas nas olarias clandestinas da região. Eles chegam a preparar 100 telhas por dia para ganhar apenas sete reais. Um serviço pesado, perigoso, que pode comprometer a vida deles para sempre.
O Câmera Record também investigou a existência de trabalho infantil nas carvoarias do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. A equipe do programa rodou mais de mil quilômetros pelo Estado mineiro e encontrou um homem que assume contratar menores de idade. Mão de obra mais barata aumenta o lucro, segundo ele.
