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Aceleramos o Peugeot RCZ, um cupê futurista que você ainda não descobriu  

Modelo tem propulsor 1.6 THP de 165 cavalos e quatro lugares, por R$ 155.090

Carros|Luiz Fernando Betti, do R7

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Lançado em 2011, Peugeot RCZ ainda é pouco visto nas ruas brasileiras
Lançado em 2011, Peugeot RCZ ainda é pouco visto nas ruas brasileiras
Traseira tem dupla saída de escape e aerofólio elétrico
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Faltou um volante multifuncional na cabine
Faltou um volante multifuncional na cabine
Nem pense em entrar aqui atrás: melhor colocar as suas malas
Nem pense em entrar aqui atrás: melhor colocar as suas malas

Ele é especialista em torcer pescoços, mas não é lutador de jiu-jitsu. Lembra uma nave espacial, mas seu habitat natural é o asfalto — lisinho, de preferência. É pouco conhecido dos brasileiros, mas é vendido por aqui desde 2011.

Esse é o Peugeot RCZ, um cupê do qual você já deve ter ouvido falar, mas nunca prestou muita atenção. Nele, tudo é diferente. A começar pelo visual futurista, marcado pelo teto ondulado de vidro separado por grandes arcos em alumínio, herança do conceito que o originou.


Na dianteira, os faróis afunilados remetem ao retoque de 2013, enquanto na traseira o destaque é o aerofólio com acionamento elétrico. Porém, o RCZ é mais que um rostinho bonito que chama atenção nas ruas.

Por dentro, o acabamento tem qualidade, com painéis, portas e bancos revestidos em couro com costura aparente. Mas falta personalidade. O painel de controle é datado, com vários comandos herdados de modelos mais baratos da marca, como 308 e 408.


Podemos citar o sistema de som, os botões do ar-condicionado e a central multimídia — que ficaria bem melhor no centro do painel, próximo às mãos do motorista. Outro ponto negativo é a moldura prateada do câmbio automático, que reflete a luz em dias ensolarados.

Apesar disso, a posição baixa de dirigir é elogiável e os bancos elétricos com memória e aquecimento, bem confortáveis. Atrás o espaço interno é mínimo até para uma criança. Melhor usá-lo como bagageiro — embora os 321 litros do porta-malas sejam dignos para um cupê.


Na hora de acelerar, o desempenho do motor 1.6 THP de 165 cavalos não decepciona, mas também não surpreende. As trocas de marcha são rápidas e o isolamento acústico da cabine é satisfatório. Pena que a direção seja um pouco pesada e a suspensão, um tanto dura, maltrate o cupê nas esburacadas ruas brasileiras.

O modelo não tem equipamentos opcionais, mas vem completo de série. Entre os principais itens estão sistema de som JBL, central multimídia com GPS, ar digital bi-zone, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, bancos elétricos com memória e aquecimento, quatro air bags, controles de estabilidade e tração, rodas em 18 polegadas e luzes diurnas de LED.


É claro que toda exclusividade tem seu preço. Na loja, o modelo custa R$ 155.090, mas com pouco mais de um ano de uso ele é encontrado seminovo por cerca de R$ 100 mil — um terço a menos do valor.

Na faixa de preço do modelo novo, você pode comprar um Mini John Cooper Works Cabrio (R$ 162.950). Já no preço do usado, você pode arrematar um Volkswagen Fusca TSI (R$ 101.300). Se tiver menos grana, um Citroën DS3 (R$ 82.490) já entra na sua garagem. Todas eles são estilosos e têm apelo esportivo, mas sem tanta exclusividade — no fim das contas, esse é o maior diferencial do RCZ.

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