Aceleramos: primeiro chinês fabricado no Brasil, novo Chery Celer mostra que a qualidade subiu de nível
Experimentamos as versões hatch e sedã do compacto produzido em Jacareí (SP)
Carros|Luiz Fernando Betti, do R7, em Tuiuti (SP)*

A Chery está num momento crucial no Brasil. Após crescer 18% em vendas no ano passado, a montadora lançou nesta semana sua principal cartada para se consolidar em nosso mercado automotivo: o novo Celer, que chega neste mês às lojas sob o título de primeiro carro chinês fabricado no Brasil.

O compacto é montado na recém-inaugurada fábrica de Jacareí (SP), que recebeu investimentos de R$ 1,5 bilhão para cumprir a ambiciosa missão de vender 10 mil unidades ao longo de 2015.
Para isso, o Celer terá de vencer não apenas a crise momentânea (a fábrica em Jacareí está em greve), mas principalmente o preconceito do brasileiro com carros chineses. Será que esta nova geração tem argumentos pra isso?
O modelo chega nas carrocerias hatch e sedã, em duas versões de acabamento e com preços de R$ 38.990 a R$ 41.990. De série, traz direção hidráulica, ar-condicionado, sistema de som, air bag duplo, computador de bordo, retrovisores elétricos, freios ABS com EBD, vidros e travas elétricos nas quatro portas e sensor de obstáculos traseiro.
O R7 Carros acelerou o hach e o sedã na versão topo de linha (Act), que agrega rodas de liga leve, rádio/CD, alarme e faróis de neblina — veja as versões e preços.


Por fora, o modelo tem visual elegante, com linha de cintura alta, lanternas horizontais em LED e bem arrematados vincos pela carroceria.
Por dentro, a cabine surpreende pela qualidade de acabamento e construção, com peças bem encaixadas e materiais agradáveis ao toque.
Entre os "pecados", o volante destoa por não ter um mísero botão e, no banco traseiro, falta o encosto de cabeça para o passageiro do meio. Dinamicamente, o motor 1.5 16V de 116 cavalos (etanol), acoplado ao câmbio manual de cinco marchas, é ágil nas saídas e retomadas, mas demora a desenvolver.
No conjunto da obra, o Celer mostrou argumentos para conquistar sua fatia de mercado. Entre eles estão a lista completa de itens, o acabamento mais refinado e o preço abaixo dos rivais. Resta saber se o compacto conseguirá convencer os consumidores de marcas já consolidadas a trocar o certo pelo (ainda) duvidoso.
FICHA TÉCNICA
Motor: 1.5 16V, flex
Potência: 108 cv (gasolina) e 113 cv (etanol) a 6.000 rpm
Torque: 14,2 kgfm (gasolina) e 15,4 kgfm (etanol) a 4.000 rpm
Câmbio: Manual, cinco marchas
Direção: Assistência hidráulica
Suspensão: McPherson na dianteira, e semi-independente com braço longitudinal na traseira
Tração: Dianteira (4X2)
Freios: Discos ventilados na dianteira, tambor na traseira, ABS com EBD
Rodas: Aro 15, com pneus 185/60
Dimensões: Hatch tem 2,52 m (entre-eixos), 1,48 m (altura), 1,68 m (largura) e 4,18 m (comprimento); Sedã tem 2,52 m (entre-eixos), 1,48 m (altura), 1,68 m (largura) e 4,33 m (comprimento)
Porta-malas: 380 litros (hatch) e 450 litros (sedã)
Peso (ordem de marcha): 1.210 kg
Tanque de combustível: 50 litros
Velocidade máxima: 175 km/h
Principais itens de série: ar-condicionado, direção hidráulica, air bag duplo, computador de bordo, retrovisores elétricos, freios ABS com EBD, vidros e travas elétricas nas quatro portas, sensor de estacionamento traseiro
A Chery apresentou nesta terça-feira (14) o novo Celer, o primeiro chinês produzido no Brasil. O modelo chega às lojas neste mês nas configurações hatch e sedã, com preços entre R$ 38.990 e R$ 41.990, e aposta na lista farta de equipamentos para vingar...
A Chery apresentou nesta terça-feira (14) o novo Celer, o primeiro chinês produzido no Brasil. O modelo chega às lojas neste mês nas configurações hatch e sedã, com preços entre R$ 38.990 e R$ 41.990, e aposta na lista farta de equipamentos para vingar no acirrado mercado dos modelos compactos. Saiba todos os detalhes nas imagens a seguir
* Jornalista viajou a convite da Chery no Brasil
























































