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Aceleramos: Suzuki Swift Sport é divertido ao volante, mas acabamento está abaixo dos rivais 'premium'

'Hot hatch' japonês foi lançado nesta quarta (27) com preços a partir de R$ 74.990

Carros|Luiz Betti, do R7, em Mogi Guaçu (SP)*

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Suzuki Swift Sport, cuja pintura bicolor é exclusiva da versão R, enfrenta curvas com estabilidade e pouca inclinação
Suzuki Swift Sport, cuja pintura bicolor é exclusiva da versão R, enfrenta curvas com estabilidade e pouca inclinação

Até pouco tempo atrás, o preço dos carros era baseado em critérios como tamanho da carroceria e potência do motor. Mas a chegada de novas categorias — como a dos compactos premiuns, que apostam na modernidade do projeto, e a dos sedãs "meio-médios", que entregam muito espaço por valores camaradas — mudou essa lógica.

Atualmente, uma mesma faixa de preço pode reunir modelos de categorias e estilos completamente distintos. Entre R$ 80 mil e R$ 100 mil, por exemplo, é possível arrematar versões tops de sedãs médios, utilitários importados e até os chamados "hot hatches", compactos que têm na diversão ao volante e no estilo seus argumentos de venda.


Mirando esses compradores, a Suzuki acaba de lançar no Brasil o pequeno Swift Sport, hatch premiado há décadas pelo mundo e que, neste retorno, terá uma dupla missão: ampliar o espectro da montadora nipônica, muito associada aos veículos 4X4, e superar uma concorrência de peso formada por importados de luxo, como o Audi A1(R$ 91.700), o Mini Cooper (R$ 89.950), o Citroën DS3 (R$ 86.990) e o Volkswagen Golf (R$ 67.990).

Cabine esportiva tem costuras vermelhas e pedaleiras em aço
Cabine esportiva tem costuras vermelhas e pedaleiras em aço

Para testar as aptidões esportivas do compacto japonês, R7 Carros acelerou a versão Swift Sport R (R$ 81.990) em um circuito fechado na cidade de Mogi Guaçu, no interior paulista. Equipada com um viril 1.6 de 142 cavalos, a versão topo de linha tem a mesma motorização do modelo de entrada (R$ 74.990), da qual se diferencia apenas pelas rodas de 17 polegadas, sensor de estacionamento traseiro e carroceria bicolor.


O desenho tem personalidade própria, mas não causa grande impacto visual. O estilo mais modesto também aparece na cabine, que apesar da boa ergonomia peca em termos de sofisticação ao apostar em traços esportivos, com detalhes como a costura vermelha dos bancos e pedaleiras em alumínio.

Na hora de se acomodar, entretanto, o modelo se recupera oferecendo ao motorista ótima posição de dirigir, volante multifuncional regulável em altura e profundidade, e bancos confortáveis que "abraçam" o corpo. Pena que os ocupantes atrás e o bagageiro, que têm espaço de apenas 210 litros, não gozem do mesmo nível de conforto. Cinto afivelado, pé na embreagem, botão pressionado para ligar o carro. É hora de acelerar.


Escapamento duplo e aerofólio com brakelight marcam traseira
Escapamento duplo e aerofólio com brakelight marcam traseira

Com dimensões compactas e pesando apenas 1.065 quilos, o Swift se vale da ótima relação peso/potência (7,5 kg/cv) para mostrar respostas rápidas e acelerações vigorosas já na primeira reta. O câmbio manual de seis marchas, uma ode à esportividade, tem engates curtos e precisos que estimulam uma condução mais arrojada.

Em altas rotações, por sinal, o bom torque de 17 kgfm a 4.400 rpm torna ainda mais arisco o temperamento do "hot hatch", que mesmo nas curvas mais fechadas "cola" no asfalto e inclina pouco graças à eficiente suspensão e aos controles de estabilidade e tração.


No quesito segurança, o modelo se destaca ainda pelos seis air bags de série (dois frontais, dois laterais e dois de cortina), os faróis bi-xenom e a carroceria construída com pontos de deformação programável — características que deram ao modelo nota máxima (cinco estrelas) no teste de colisão do Euro NCAP.

A Suzuki sabe que a concorrência no segmento é acirrada e espera vender cerca de 100 unidades mensais do Swif Sport neste primeiro momento, concentradas na versão R. Diversão ao volante e segurança são argumentos comprovados na prática pelo compacto japonês. Seu maior desafio será convencer a clientela do segmento a optar pela novidade japonesa em vez de levar os rivais já consolidados em termos de status, imagem e mercado.

*O jornalista viajou a convite da Suzuki do Brasil

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