Notícias Chanceler austríaco renuncia após suspeita de corrupção

Chanceler austríaco renuncia após suspeita de corrupção

Sebastian Kurz disse que deixou o cargo para evitar que o país viva o "caos", apesar de negar acusações que classificou como "falsas"

AFP
Sebastian Kurz, primeiro ministro da Áustria, em entrevista em Viena, em agosto de 2018

Sebastian Kurz, primeiro ministro da Áustria, em entrevista em Viena, em agosto de 2018

Heinz-Peter Bader / Reuters / 22.8.2018

O chanceler austríaco Sebastian Kurz anunciou, neste sábado (9), sua renúncia, em meio à crescente pressão sobre seu envolvimento em um escândalo de corrupção.

Em comunicado transmitido pela televisão, Kurz disse que "seria irresponsável" deixar o país em meio ao "caos ou bloqueio" por essas denúncias, que chamou de "falsas", e que quis garantir que a Áustria tenha "estabilidade".

"Quero ceder o cargo para evitar o caos", afirmou Kurz, que revelou ter proposto ao ministro das Relações Exteriores, Alexander Schallenberg, para que fosse seu sucessor.

De acordo com o Ministério Público, entre 2016 e 2018 foram publicados artigos elogiosos e pesquisas favoráveis a Kurz em troca da compra de um espaço publicitário pelo Ministério da Fazenda, na época nas mãos dos conservadores.

Na quarta-feira (6), o Ministério Público anunciou que Kurz e outros nove suspeitos, além de três organizações, estão sendo investigados por diversos crimes relacionados a este caso, após uma série de buscas realizadas pela manhã, em particular na sede do partido conservador, o OVP.

Na quinta-feira (7), os Verdes austríacos, parceiro minoritário da OVP no governo, questionaram a capacidade de Kurz de continuar no cargo de chanceler.

Escolhido chanceler pela primeira vez em dezembro de 2017, Kurz perdeu seu primeiro parceiro de coalizão, o partido de extrema direita FPÖ, devido a um escândalo de corrupção em maio de 2019 conhecido como "Ibizagate".

Kurz voltou ao poder em janeiro de 2020, com a ajuda dos Verdes.

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