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Abadia: onde estão e como são guardados os restos do Césio-137 em Goiás

Resíduos estão armazenados em contêineres concretados, com monitoramento ambiental a cada três meses

Cidades|Rodrigo Paulino*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O acidente com o Césio-137 em Goiânia, em 1987, é o maior acidente radiológico da história do Brasil.
  • 3500m³ de lixo radioativo foram armazenados no Parque Telma Ortegal, em Abadia de Goiás.
  • Os resíduos, acondicionados em contêineres de concreto, são monitorados trimestralmente para evitar contaminações.
  • O local foi transformado em uma reserva ambiental para educar sobre o acidente e os riscos de objetos radioativos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Parque Telma Ortegal foi criado para proteger o local onde estão os resíduos radioativos Divulgação/Semad

O acidente com o Césio-137, que ocorreu em Goiânia, capital de Goiás, em setembro de 1987, ficou marcado na história brasileira como o maior acidente radiológico do país.

A tragédia gerou 3500m³ de lixo radioativo, que foi depositado em contêineres concretados e enterrados no Parque Telma Ortegal, na cidade de Abadia de Goiás, a 23 km de Goiânia.


Embaixo de dois montes perfeitamente simétricos no parque, está tudo o que foi contaminado pelo Césio-137, desde roupas e entulhos até animais de estimação, armazenados em caixas de chumbo para evitar o vazamento da radiação.

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Ao todo, foram utilizados 4223 tambores, 1.343 caixas metálicas e dez contêineres para realizar a limpeza do Césio-137, segundo o físico Walter Mendes Ferreira, em entrevista para a Assembleia Legislativa de Goiás.


Como foi a limpeza?

Recolher os objetos contaminados pela radiação era apenas o começo; era preciso dar um destino final ao lixo radioativo. Para isso, os técnicos escolheram a área que hoje é o Parque Telma Ortegal.

O plano inicial era manter o lixo temporariamente no local, mas, por conta das condições favoráveis do terreno, que não oferecia riscos para a contaminação do lençol freático, e do risco que se trazia ao deslocar novamente todo material, optaram por manter o lixo onde estava.


Para evitar que a radiação “vazasse”, os depósitos foram projetados para que não houvesse riscos de novas contaminações. Eles foram concretados, colocados em duas caixas de concreto com paredes de 50 cm de espessura e enterrados.

Para garantir que os resíduos continuem devidamente selados e não estejam causando problemas ao ambiente, técnicos do PMA (Programa de Monitoramento Ambiental) de Rejeitos Radioativos do CRCN-CO fazem análises do solo a cada três meses e verificam a qualidade das águas, da vegetação e dos sedimentos.


Parque Telma Ortegal

Como forma de evitar que a expansão urbana chegasse ao local dos resíduos do Césio-137, transformaram a área em uma reserva ambiental, conhecida hoje como o Parque Telma Ortegal.

A lei que criou o parque foi aprovada em 1995, mas ele só foi receber seu nome atual em 1997, em homenagem à primeira prefeita do município, que morreu durante seu mandato.

Além de proteger o depósito, a área também é utilizada em um programa para educar estudantes de escolas públicas e particulares sobre a história do acidente e os perigos de se manusear objetos radioativos.

*Estagiário do R7, sob supervisão de Guilherme Fagundes.

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