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Acusada de matar a mãe que impedia namoro é julgada no Pará

Ela e o namorado teriam contratado duas pessoas para executar crime

Cidades|Do R7

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De azul, sentada no banco dos réus, jovem suspeita de mandar matar a mãe
De azul, sentada no banco dos réus, jovem suspeita de mandar matar a mãe

Está previsto para terminar nesta quarta-feira (6) o julgamento de Aretha Caroline Correa de Sales, 22 anos, acusada de mandar matar a própria mãe no dia 28 de julho de 2012 em Belém, no Pará. Ela e o namorado, Raphael de Souza Silva, teriam contratado Rosivaldo Gemaque Lima e Carlos Alessandro Duarte para executarem o crime. Os quatro estão no banco dos réus.

O julgamento começou na segunda-feira (4). O juiz Edmar Pereira, titular do 1º Tribunal do Júri de Belém, preside o júri. O motivo do crime seria porque a mãe da suspeita não aceitava o namoro entre a jovem e o rapaz,

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No primeiro dia foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e outras quatro da defesa, de um total de 13 que estavam inicialmente previstas. Por toda a manhã os jurados ouviram depoimentos da adolescente de 16 anos, afilhada da vítima, e que estava na casa no momento do crime. A jovem cumpre medida sócio-educativa de internação por participação no delito, aplicada pelo Juizado da 2ª Vara da Infância e Juventude de Belém. Ela relatou com detalhes como ocorreu o crime, apontando Rosivaldo Gemaque como executor do crime e não Carlos Alessandro, a pessoa que entrou na casa amarrou pés e mãos e desferiu vários golpes de faca na vítima. 

Pela tarde foram ouvidas as demais testemunhas de acusação, das quais duas colegas de trabalho da vítima. Maria Célia Estumano Oliveira e Jaqueline Pereira Silva Schalken falaram sobre o relacionamento da mãe e filha, e que a mãe não aprovava o relacionamento com o namorado de Aretha.

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O marinheiro Bruno Felipe Martins da Silva, também da promotoria de justiça, como a polícia chegou aos acusados através do aparelho de telefone celular que Rosivaldo vendeu a Bruno. Ele disse que conhecia Rosivaldo por que sua companheira era amiga da mulher dele, e Rosivaldo teria ido até sua casa de Bruno para lhe ofereceu o aparelho, pelo valor de R$ 300, pagando inicialmente o valor de R$100 e o restante pagaria no fim do mês. A polícia chegou aos acusados através de monitoramento eletrônico do aparelho, prendendo inicialmente Rosivaldo.

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Ainda no primeiro dia do júri foram ouvidas quatro testemunhas trazidas pelos acusados. Adriana dos Remédios Brito Moreira, mãe da adolescente que cumpre medida sócio educativa, foi dispensada, passando a ser ouvidas as irmãs de 11 e 12 anos, vizinhas da vítima que também estavam na casa da vítima na hora que ocorreu o crime. Outra testemunha da defesa Augusto Cesar Brito Moreira, Pai de Santo, dono do terreiro onde supostamente teria sido tramado o crime, também foi ouvido. 

A suspeita negou que tivesse comandado a execução e disse que a ordem partiu do namorado, que também negou o crime.

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