Cidades Alunos protestam em faculdade de SC após demissão de professora

Alunos protestam em faculdade de SC após demissão de professora

Igreja negou boatos de que manifestação teria invadido o templo, que compartilha a área com o instituto de ensino

  • Cidades | Do R7

Ato transcorreu sem agressões ou danos ao patrimônio, segundo a PM

Ato transcorreu sem agressões ou danos ao patrimônio, segundo a PM

Reprodução/Twitter

Estudantes e ex-alunos da Faculdade Ielusc (Instituto de Ensino Luterano de Santa Catarina), além de integrantes de movimentos sociais, realizaram um ato no pátio do instituto, em Joinville (SC), na noite desta terça-feira (18), em função da demissão da professora Maria Elisa Máximo. 

A antropóloga foi desligada da instituição após se posicionar contra o presidente e candidato a reeleição Jair Bolsonaro (PL), no primeiro turno, em uma publicação em uma rede social. 

Inicialmente, se difundiu nas redes sociais o boato de que os manifestantes teriam invadido a igreja que fica no local da instituição, que negou a informação:

“Ao contrário do que vem sendo reportado, a paróquia informa que não houve invasão de nenhum espaço da Igreja da Paz, antes ou durante o ato estudantil e que os sinos foram acionados como de costume, no ato da Oração do Pai Nosso.”

Segundo o portal ND Mais, a Polícia Militar acompanhou o ato e informou que não houve agressões ou danos ao patrimônio.

Em nota publicada ainda antes da demissão de Maria Elisa Máximo, a ABA (Associação Brasileira de Antropologia) repudiou o afastamento da professora e a perseguição política e profissional que a docente sofreu nas redes sociais devido ao posicionamento que publicou nas redes sociais. 

"Tal perseguição, tanto na sua dimensão institucional a partir da decisão da Faculdade, quanto nas agressivas manifestações no espaço virtual, é inaceitável em um Estado Democrático de Direito; e viola o direito à livre expressão garantido nos incisos IV, VIII e IX do artigo 5 da Constituição Federal de 1988", afirmou a associação.

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