Amapá teria usado aposentadorias para ‘emprestar’ R$ 400 milhões ao Banco Master
PF cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra funcionários da Amapá Previdências nesta sexta-feira
Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília e Natália Martins, da RECORD Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Recursos reservados para pagar aposentadorias de servidores do Amapá teriam sido usados em aplicações financeiras ligadas ao Banco Master. Levantamento obtido pela reportagem aponta investimentos próximos de R$ 400 milhões em letras financeiras emitidas pela instituição.
Esse tipo de aplicação costuma ter prazo longo. Em situações de dificuldade financeira do banco emissor, a recuperação do dinheiro pode não ocorrer de forma rápida, o que aumenta o risco para fundos de previdência.
Na prática, investir em letras financeiras significa emprestar dinheiro ao banco e esperar a devolução no futuro, com juros. O problema surge quando o banco passa por dificuldades, pois o dinheiro pode demorar a voltar ou não retornar por completo.
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A Amprev (Amapá Previdência) foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) nesta sexta-feira (6) por suspeita de fraude e má gestão de recursos públicos no estado. O foco é o RPPS/AP (Regime Próprio de Previdência Social), o fundo que guarda o dinheiro para as futuras aposentadorias dos servidores estaduais.
Agentes federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Macapá expedidos pela 4ª Vara de Justiça Federal, contra o diretor-presidente da Amprev, Jocildo Lemos, e dois membros do comitê de investivementos.
O peso do Amapá no esquema
Entre os dados reunidos pela reportagem está uma lista de investimentos em letras financeiras, realizado por estados e municípios no Banco Master. Nesse ranking, o Amapá é um dos principais nomes, atrás apenas do Rio de Janeiro, que aplicou R$ 970 milhões. Enquanto o Brasil tinha mais de 2.100 regimes próprios de previdência, apenas 18 deles concentraram recursos nessas Letras Financeiras específicas.
Gestão sob suspeita: fraude ou risco excessivo?
A Polícia Federal investiga dois crimes principais previstos na Lei do Colarinho Branco:
- Gestão Temerária: quando o gestor é imprudente e expõe o dinheiro público a riscos desnecessários, sem as garantias devidas.
- Gestão Fraudulenta: quando há intenção clara de enganar o sistema ou desviar valores para benefício próprio ou de terceiros.
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