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Análise: Brasil busca reassumir seu lugar de protagonista na temática ambiental

Para especialista, escolha de Belém para sediar a COP30 reforça o papel histórico do país nas negociações ambientais

Cidades|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Brasil busca reafirmar sua liderança nas negociações ambientais ao sediar a COP30 em Belém.
  • Proposta de fundo Florestas Tropicais para Sempre visa investimento que remunera proteção florestal, não apenas doações.
  • Brasil lidera transição energética com meta de quadruplicar o consumo de combustíveis sustentáveis, iniciada com o Proálcool em 1975.
  • Parcerias internacionais, como com a Alemanha, são essenciais para financiamento e expertise na questão ambiental.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Autoridades mundiais se reuniram no último dia da cúpula de líderes da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), nesta sexta-feira (7). A conferência está marcada para iniciar na próxima segunda-feira (10) na capital do Pará. Para o analista internacional Paulo Velasco, a escolha de Belém para sediar o evento reforça o papel histórico do Brasil nas negociações ambientais.

Ele lembra que o país já foi anfitrião da Rio 92 e da Rio+20, e, neste ano, busca reafirmar sua liderança em um momento marcado pela urgência climática e pelos impactos dos eventos extremos. “O Brasil, mais uma vez, buscando reassumir o seu lugar de protagonista na temática ambiental”, afirma.


Em entrevista ao Conexão Record News, Velasco comenta que a estratégia brasileira passa pela articulação de consensos entre países com interesses diferentes, com destaque para a criação do fundo Florestas Tropicais para Sempre.

Especialista destaca protagonismo brasileiro quando o assunto é transição energética Reprodução/RECORD NEWS

A proposta, segundo ele, não se baseia em doações, mas em um modelo de investimento que remunera os participantes, envolvendo governos e setor privado. “Os países que têm grandes áreas florestais, como o caso do Brasil, a Indonésia, o Congo, Peru, Colômbia, receberão recursos para terem melhores condições de proteger as florestas e manterem as florestas de pé, algo absolutamente estratégico e necessário”, ressalta.


O professor também destaca a posição do Brasil na transição energética, impulsionada pela meta anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de quadruplicar o consumo de combustíveis sustentáveis.

Velasco lembra que o país já lidera essa agenda desde o lançamento do Proálcool (Programa Nacional do Álcool), em 1975, e hoje conta com uma frota majoritariamente flex.


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“O Brasil é um país que está na vanguarda. Como o presidente lembrou, há 50 anos lançávamos o Proálcool, em 1975 que se iniciava ali o programa voltado para a produção de etanol brasileiro”, observa.

Para ele, tecnologia e financiamento são variáveis essenciais no enfrentamento da crise climática. Nesse sentido, Velasco aponta que o Brasil tem apostado em soluções de baixo carbono e práticas agrícolas sustentáveis, como plantio direto e rotação de culturas.


O especialista ressalta a importância das parcerias internacionais, citando a reunião bilateral entre Brasil e Alemanha durante a cúpula. Ele lembra que o país europeu é um dos principais financiadores do Fundo Amazônia: “É um grande parceiro do Brasil na questão ambiental, na questão energética. Há muito tempo oferece expertise, oferece recursos”.

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