Após 13 mortes, Ministério Público pede interdição de praia em Manaus
Casos ocorreram após uma reforma que retirou areia do local
Cidades|Do R7
O Ministério Público do Amazonas pediu a interdição da praia de
Ponta Negra, em Manaus, após a morte de 13 pessoas desde julho deste ano. Foi feita uma reforma no costão de areia do local, o que aumentou a profundidade da água. Todas as mortes ocorreram depois da mudança.
O MP informou, na quarta-feira (21), que recebeu a conclusão do laudo técnico da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais e encaminhou o pedido de interdição imediata ao Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano. A praia deve ficar interditada até que o aterro em obra esteja concluído e sanados os desníveis abruptos entre as partes mais rasas e as mais profundas. Quando a obra for concluída, uma nova vistoria deve ser realizada antes da liberação.
Os banhistas reclamam que estão na parte rasa da praia e de repente, em apenas um passo, ela já está profunda, o que ocasionou a morte de algumas crianças. Como a água é escura, fica difícil prever o afundamento da areia.
A praia ficou meses fechada para reforma e construção de uma área de lazer. Assim que foi inaugurada, o Corpo de Bombeiros interditou o local, mas a prefeitura voltou a liberar. As obras custaram cerca de R$ 12 milhões.
A prefeitura havia informou, por meio de nota, que os afogamentos se dão por imprudência dos banhistas que não respeitam o limite de mergulho, além do alto consumo de bebida alcoólica. O órgão não se manifestou se deve acatar a nova decisão de interdição.
















