Após 16 mortes em praia no AM, parentes pedem indenização
Prefeitura alegou que vítimas estariam bêbadas
Cidades|Do R7
Parentes de seis vítimas, de um total de 16 mortes na praia da Ponta Negra, em Manaus (AM) após uma reforma, entraram com uma ação de indenização na Defensoria Pública do Estado.
Todas as mortes ocorreram no ano passado após uma reforma para construção de uma área de lazer. As obras custaram cerca de R$ 12 milhões. Ao final da mudança teve início a escalada de mortes e a prefeitura chegou a interditar novamente a área. Porém, a praia voltou a ser liberada. Ponta Negra é um dos maiores cartões-postais da cidade.
Para os banhistas, o perigo na área aumentou porque a reforma retirou areia da orla e aumentou a profundidade da água.
A prefeitura, porém, informou por meio de nota que os afogamentos se dão por imprudência dos banhistas que não respeitam o limite de mergulho, além do alto consumo de bebida alcoólica. Os parentes das vítimas entenderam como descaso o posicionamento da prefeitura e querem indenização, já que algumas vítimas eram crianças e não poderiam estar bêbadas.
A Defensoria informou que vai pedir um laudo do Serviço Geológico do Brasil com dados de vistoria feita na praia da Ponta Negra. O órgão informou que previamente já é possível detectar que a obra foi mal executada.















