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Brasil abriga 5 espécies de tartarugas marinhas, todas ameaçadas; veja como vivem

Espécies centenárias enfrentam riscos desde o nascimento

Cidades|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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Todas as espécies que vivem no Brasil são ameaças da extinção. Reprodução/Record News.22.10.2025

As cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, cabeçuda, verde, pente, oliva e couro estão todas ameaçadas de extinção. Elas surgiram há cerca de 100 milhões de anos e têm um ciclo de vida marcado por migrações longas, alimentação diversificada e alto risco de morte ainda nos primeiros dias.

As fêmeas retornam às praias de areia quente do Sudeste e do Nordeste para desovar, especialmente no norte do Rio de Janeiro, norte do Espírito Santo e faixa litorânea nordestina. Cada ninho permanece de 45 a 60 dias incubando até que os filhotes emergem à noite, guiados pela luz natural do horizonte marinho. Apenas um ou dois em cada mil conseguem chegar à vida adulta.


O desenvolvimento dos embriões e até o sexo dos filhotes dependem da temperatura da areia: próximo de 29°C há equilíbrio entre machos e fêmeas; acima disso nascem mais fêmeas; e temperaturas baixas favorecem machos.

Quando adultas, cada espécie tem hábitos distintos: a tartaruga-verde se alimenta de algas, enquanto a de couro consome águas-vivas. A cabeçuda tritura crustáceos com força mandibular, e a de pente prefere esponjas. Elas podem viver até cerca de 100 anos, embora não haja registro exato.


Apesar da vida majoritariamente oceânica, precisam subir regularmente à superfície para respirar, já que possuem pulmões, comportamento essencial para mergulhos prolongados. Para descansar, utilizam pedras, recifes ou boiam na água conforme a região.

O porte varia bastante: a menor, a oliva, pesa cerca de 40 kg; a maior, a tartaruga-de-couro, chega aos 400 kg e até dois metros de comprimento.


Tartarugas são espécies centenárias, mas convivem diariamente com muitos desafios. Reprodução/Record News.22.10.2025

Todo esse ciclo é impactado por ameaças que interferem diretamente no modo como vivem: redes de pesca e anzóis que impedem a subida para respirar, poluição luminosa que desorienta filhotes e fêmeas, lixo no mar, degradação de praias e mudanças climáticas que alteram a temperatura da areia e, consequentemente, o equilíbrio entre machos e fêmeas.

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