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Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão ganham reforço da Marinha

Anúncio foi feito pelo governador; operações chegam ao 14º dia, e mídia local levanta hipótese de que vítimas teriam sido vendidas

Cidades|Filipe Pereira*, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Operações de busca por Ágatha e Alan, desaparecidos há 14 dias, recebem apoio da Marinha.
  • Investigadores consideram possibilidade de as crianças terem sido vendidas; há também o risco de ataque de sucuri.
  • Força-tarefa conta com mais de 500 pessoas, incluindo voluntários e cães farejadores.
  • Familiares permanecem angustiados, esperando que as crianças sejam encontradas com vida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Buscas às crianças chega ao 14º dia com especulações do que pode ter acontecido Divulgação/SSP Maranhão

As operações de busca por Ágatha Isabele, de 6 anos, e Alan Michel, de 4, chegaram ao 14º dia, neste sábado (17), e receberam o apoio dos soldados da Marinha brasileira, assim anunciou o governador do estado, Carlos Brandão (PSDB). Por meio das redes sociais, o político informou a chegada dos reforços à região de Bacabal com a utilização de tecnologia para buscas subaquáticas.

“A Marinha chega para reforçar o trabalho de buscas em Bacabal com o side scan sonar, equipamento especializado em localização subaquáticas em águas turvas ou profundas por meio de ondas sonares. Mais 11 homens, voadeira e uma moto aquática. Também temos contado com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, que ampliou as ações em campo e nas rodovias para encontrar os irmãos Ágatha e Michel”, declarou Brandão.


Os 11 militares chegam ao Maranhão para compor uma força-tarefa composta por mais de 500 pessoas, entre agentes públicos do estado e de localidades vizinhas, além de voluntários e cães farejadores que seguem os rastros deixados.

As duas crianças desapareceram no dia 3 de janeiro, enquanto brincavam no quintal de casa próximo a uma região de mata, junto a Anderson Kauan, de 8 anos, primo dos dois. Anderson foi o único encontrado até o momento, no dia 7 de janeiro, e deu informações aos investigadores de onde ele e os primos ficaram após sumirem.


Cães farejadores detectaram vestígios das crianças em uma cabana, relatada por Anderson como uma “casa caída”. O garoto destacou que avistou o local ao procurar ajuda após se perder. Ele informou às psicólogas que percorreu cerca de 4 km até ser encontrado, três dias após o desaparecimento. Anderson estava desorientado e enfrentou condições adversas.

Além dos agentes públicos, voluntários se juntam às buscas, muitos deles atraídos pela recompensa de R$ 20 mil oferecida pela Prefeitura da cidade. “Eu vim para ajudar, e se Deus quiser, a gente vai encontrar os dois”, declarou um deles.


Relatos apontam possível destino das crianças

Na última quinta-feira (15), veículos de comunicação locais divulgaram um vídeo em que um voluntário, que auxilia nas buscas, afirma que Ágatha e Alan teriam sido vendidos. Segundo o relato do homem, a hipótese teria sido levantada após a falta de indícios concretos do paradeiro dos irmãos.

No mesmo dia, um alerta de que as crianças poderiam ter sido vítimas de um ataque de sucuri também ganhou destaque quando um morador experiente informou às autoridades sobre o risco das serpentes aquáticas locais. Essas cobras podem atingir até seis metros e podem engolir presas grandes, como capivaras, ou até mesmo crianças pequenas.


Com as operações de busca ainda em execução, investigadores não descartam nenhuma das possibilidades, sendo que chances de um ataque animal ou até o envolvimento humano são consideradas.

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Quem são as crianças

Ágatha, Alan e Kauan moram na comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal. Aproximadamente 75 famílias, cerca de 300 pessoas, moram na região, atendidas por uma base operacional das polícias Civil e Militar, bem como a ajuda de voluntários. É de lá que partem todos os dias as equipes de resgate, que contam agora também com homens da força tarefa estadual.

O pai de Ágata e Allan acompanha o trabalho de perto e contou em entrevista ao Domingo Espetacular que, mesmo com “um bocado de emoção”, se motiva a manter o pensamento positivo de que tudo dará certo. Um dos obstáculos para esse final feliz é que a região possui árvores altas e baixas, característica que dificulta o trabalho das buscas, principalmente a visão de quem está em cima, em um helicóptero ou mesmo drone. Assim, a atuação em solo é muito importante.

Enquanto nenhuma resposta concreta é dada, os familiares continuam angustiados e na esperança que Ágatha e Alan sejam encontrados com vida e o mais breve o possível.

*Sob supervisão de Camila Juliotti

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