Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

‘Cão Orelha’: casal confundido com pais de adolescente investigado relata ameaças

Assustados, vítimas procuraram a polícia para registrar um boletim de ocorrência contra mais de 100 perfis

Cidades|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um casal em Santa Catarina foi confundido como pais de adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha e recebeu ameaças de morte.
  • O casal registrou boletim de ocorrência contra mais de 100 perfis nas redes sociais que propagaram ofensas e ataques.
  • A defesa dos acusados afirma que os responsáveis pelas ofensas podem ser facilmente identificados e responsabilizados legalmente.
  • A agressão ao cachorro é objeto de investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes Reprodução/Redes Sociais

Um casal catarinense registrou boletim de ocorrência por sofrer ameaças de morte após ser confundido como pais de um dos adolescentes envolvidos na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina.

Desde que o caso ganhou projeção e repercussão em todo o país, perfis nas redes sociais passaram a associar a advogada Cynthia Ambrogini e o médico Alberto Ambrogini como responsáveis por um dos jovens investigados pelo ataque ao cachorro.


Os dois, no entanto, não possuem qualquer relação com os jovens apontados pelo crime. O casal passou a receber ataques e ameaças públicas e privadas.

Leia também

Assustados com a falsa narrativa construída em torno de seus nomes, procuraram a Polícia Civil de Santa Catarina para registrar um boletim de ocorrência contra mais de 100 perfis. Foram identificados perfis de professores, empresários, funcionários públicos e influenciadores.


De acordo com a defesa do casal, realizada pelos advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, boa parte dos perfis é de fácil identificação porque exibe o nome completo e, em alguns casos, até a empresa onde a pessoa trabalha.

A defesa reforça que cada autor das ofensas pode ser individualmente responsabilizado porque a identificação dos perfis é simples e tecnicamente viável.


“A falsa sensação de impunidade na internet faz com que muitos acreditem que podem difamar, perseguir e atacar inocentes sem enfrentar consequências, o que não corresponde à realidade. A legislação brasileira prevê responsabilização civil e criminal para quem propaga ofensas, atribui falsamente crime a terceiros ou participa de campanhas de perseguição online. A internet não é terra sem lei: comentários, prints, registros de IP e interações deixam rastros”, diz.

O casal ressalta que é inquietante perceber como algumas pessoas protegidas pela tela acreditam ter autorização moral para destruir vidas em nome de uma suposta “justiça”.


Em nota, a defesa do casal diz que “a violência contra os animais deve ser debatida nos espaços públicos e privados para que nunca mais ocorra, e não em uma arena digital onde todos se comportam como leões”.

“O caso do cachorro Orelha é triste, mas, antes de tudo, reflete um sintoma da nossa sociedade, que não percebe que punir violência com violência transforma todos em potenciais agressores e dissolve qualquer limite mínimo de civilidade”, diz.

Caso é investigado

De acordo com as investigações, o cão Orelha teria sido agredido por um grupo de adolescentes. O caso é investigado pela Polícia Civil e acompanhado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital, da área da Infância e Juventude, e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital, da área do Meio Ambiente.

Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, e morreu durante atendimento veterinário que buscava reverter clinicamente o caso.

De acordo com informações da 10ª Promotoria de Justiça, “diversas pessoas já foram ouvidas, e novas oitivas estão previstas para os próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação dos elementos reunidos pela autoridade policial”.

Dois dos quatro adolescentes suspeitos de torturar e matar o cão Orelha estão em viagem aos Estados Unidos.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, a viagem dos jovens estava pré-programada e eles devem retornar ao Brasil na próxima semana. As defesas dos envolvidos não foram localizadas.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.