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Carro e ônibus lideram trajetos para o trabalho; mais de 10% gastam mais de 1 hora por trecho

IBGE mostra que 1 a cada 10 brasileiros se desloca para outra cidade para trabalhar; tempo de viagem é menor nas regiões Norte e Sul

Cidades|Clarissa Lemgruber, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Carro (33,2%) e ônibus (26,6%) são os principais meios de transporte usados pelos trabalhadores no Brasil.
  • Mais de 10% dos brasileiros gastam entre 1 e 2 horas no deslocamento para o trabalho.
  • A maioria (88,4%) trabalha no município onde reside; apenas 10,7% se deslocam para outra cidade.
  • O estudo do IBGE destaca desigualdades regionais e os desafios de mobilidade urbana no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ônibus é o transporte coletivo mais utilizado no país: são 14,9 milhões de usuários Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

Os deslocamentos para o trabalho no Brasil seguem marcados pelo uso do transporte individual e coletivo sobre rodas. O automóvel aparece como o meio de transporte mais utilizado, concentrando 32,3% dos trajetos, seguido pelo ônibus (21,4%) e pela motocicleta (16,4%).

Os dados são do Censo Demográfico 2022 - Deslocamentos para trabalho e estudo, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


O estudo mostra que o trem e o metrô, concentrados principalmente na região Sudeste, respondem juntos por apenas 1,6% das viagens diárias.

Em valores absolutos, 48,9 milhões de pessoas se deslocavam para trabalho por esses meios de transporte. Veja lista:


  • automóvel: 22,6 milhões
  • ônibus: 14,9 milhões
  • motocicleta: 11,4 milhões

Segundo o levantamento, mais da metade dos brasileiros empregados (67,2%) leva até 30 minutos no deslocamento, enquanto 20,5% gastam entre meia hora e uma hora.

Para outros 10,5%, a viagem dura de uma a duas horas, e 1,9% ultrapassa esse tempo, evidenciando os desafios de mobilidade em áreas urbanas mais congestionadas.


O tempo de viagem é menor nas regiões Norte e Sul, mas se estende no Sudeste e no Centro-Oeste, onde mais trabalhadores enfrentam percursos longos.

Quanto ao local de trabalho, 88,4% dos ocupados permanecem no município de residência, e apenas 10,7% se deslocam para outra cidade – proporção ligeiramente menor do que a registrada em 2010, quando era de 12,2%.


Isso reflete tanto a expansão de oportunidades dentro dos próprios municípios quanto mudanças no mercado de trabalho, impulsionadas por fatores como a pandemia e o avanço do trabalho remoto.

Segundo o IBGE, os resultados reforçam a importância da infraestrutura de transporte no cotidiano da população e indicam desigualdades regionais no acesso a meios de locomoção mais rápidos, como metrô e trem.

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