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Caso Bernardo: Justiça do RS nega pedido para limitar cobertura da imprensa

Relator entende que "atos processuais são de natureza pública"; quatro estão presos pelo crime

Cidades|Do R7, com Fala Brasil

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Bernardo Boldrini foi morto em abril deste ano. Pai, madrasta, amiga e mais uma pessoa estão presos
Bernardo Boldrini foi morto em abril deste ano. Pai, madrasta, amiga e mais uma pessoa estão presos

A Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou na tarde de segunda-feira (15) um pedido dos advogados de Edelvânia Wirganovicz, acusada de participar da morte de Bernardo Boldrini, em abril deste ano. Eles queriam limitar a cobertura da imprensa no processo que apura o assassinato do menino de 11 anos. 

O advogado da assistente social, Demetryus Grapiglia, entrou com um mandado de segurança contra a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça pedindo para que os profissionais fossem impedidos de acompanhar as audiências. O defensor também solicitou que fosse recolhido todo o material já veiculado sobre o caso em canais de comunicação.


Ao negar os pedidos, o relator do processo, o Desembargador Newton Brasil de Leão, argumentou que "atos processuais são de natureza pública, salvo quando a lei dispuser em sentido contrário, ou houver decisão judicial fixando o segredo de justiça". 

Na última semana, Edelvânia declarou que não participou da morte do menino, mas ajudou a abrir a cova. Além dela e do irmão dela, Evandro, o pai do menino, Leandro Boldrini, e a madrasta, Graciele Ugulini, permanecem presos acusados de envolvimento no crime. 


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O caso

Em abril, após dez dias desaparecido, o corpo de Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi encontrado enterrado em um matagal na área rural de Frederico Westphalen, cidade que fica a cerca de 80 km de Três Passos, onde o menino morava. Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele, admitiu o crime e apontou o local onde o garoto foi enterrado.


A polícia afirma que Graciele e Edelvânia mataram o menino usando doses do medicamento Midazolan — a madrasta porque entendia que Bernardo era um “estorvo” para o relacionamento entre ela e Leandro Boldrini, e Edelvânia em troca de dinheiro, para comprar um apartamento.

Ainda segundo o inquérito, o pai também teve participação na morte fornecendo o medicamento controlado em uma receita assinada por ele, na cor azul. Já Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia, se tornou o quarto réu do caso, pela suspeita de ter ajudado a fazer a cova onde o corpo do menino foi enterrado.

O processo criminal tramita no Fórum de Três Passos e está em fase de audiências de instrução, que é quando o juiz ouve as testemunhas indicadas pela acusação e defesa para decidir sobre qual crime os réus terão de responder. Os quatro respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. 

Assista ao vídeo:

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