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Caso Bernardo: pai afirma ser inocente e culpa os outros acusados 

A madrasta Graciele Ugulini e amiga dela Edelvânia Wirganovicz  não quiseram se pronunciar

Cidades|Do R7

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O pai Leandro Boldrini afirmou ser inocente
O pai Leandro Boldrini afirmou ser inocente

A Justiça ouviu nesta quarta-feira (27), pela primeira vez, os quatro acusados de assassinar o menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, em abril de 2014 no Rio Grande do Sul. O pai, Leandro Boldrini, foi o primeiro a ser interrogado no Fórum de Três Passos e disse ser inocente.

— Tenho a cristalinidade que a acusação é falsa. Eu não participei disso. Os autores são os outros denunciados. Laudos, imagens mostram isso. Eu não tenho nada a ver com isso.


O interrogatório se encerrou às 13h45 com Boldrini declarando estar preso injustamente. O acusado respondeu supor “que está sendo denunciado a partir da intuição do Ministério Público e da Polícia Civil”.

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Boldrini afirmou que conheceu Graciele na páscoa de 2010 e, no mesmo ano, começaram a se relacionar. Ele confirma que o relacionamento da madrasta com a criança era conturbado. O magistrado perguntou se o boato de que os dois se odiavam era verdadeiro e ele confirmou.

— No final, sim. Eu entrava no meio como um moderador dessa questão. Tentava apaziguar.


Para a promotora Silva Jappe, Leandro afirmou que disse a Graciele que não abriria mão de Bernardo e que dava a ela a liberdade de seguir a própria vida.

— Como pai, procurava dar tratamento igualitário aos filhos.


O pai afirmou que nunca ficou sabendo da suposta tentativa de asfixia que Bernardo teria sofrido por parte da madrasta. Já sobre sua relação com o filho, Boldrini disse que era boa.

— Tínhamos diálogo. Principalmente no final da noite, eu sentava com Bernardo, fazia uma oração. Eu dizia pra ele: Bernardo, eu sou teu pai, eu sou tua mãe, a Kelly vai me ajudar, a gente só quer o teu bem.

A promotora Silvia Jappe perguntou como foi o último dia dos pais juntos. Leandro informou não se recordar especificamente se eles passaram juntos.

— Devo ter passado. Eu costumo visitar meu pai em Campo Novo, eu acredito que sim.

O juiz questionou sobre um vídeo que mostra declarações de Graciele dizendo para o enteado que ele não sabia do que ela era capaz e que ele iria "para baixo da terra". Leandro disse que se lembra desse momento.

— Mas jamais me passou pela cabeça que ela fosse fazer isso.

No dia quatro de abril de 2014, quando o filho desapareceu, Boldrini afirmou ficar preocupado, porque a criança ia dormir em um amigo, mas na data combinada de voltar para casa, ele não voltou. O pai do menino, então, ligou para os pais do amigo em que Bernardo ia dormir, porém eles afirmaram que a vítima não foi nem na casa deles. Ele fez um boletim de ocorrência para denunciar o desaparecimento do filho.

O pai soube da morte do filho quando já estava preso.

— Fui conversar com a Graciele. Perguntei “você tem participação nisso?”.

A madrasta confirmou e Boldrini entrou em desespero.

— Eu chorei. Fiquei indignado com ela. Quando vi o vídeo foi cruel.

No final do depoimento, Boldrini afirma que está abalado e que sente falta do filho.

— Tô com a vida destruída, perdi meu filho. Cadê o Bernardo? Cadê meu luto? Perdi meu filho! Como tu acha que tô me sentindo? Eu sou inocente, amo e vou amar meu filho para sempre. (sic)

Além do pai da criança, Graciele Ugulini, Edelvânia e Evandro Wirganovicz compareceram à audiência. Ele afirmou ser inocente. Graciele Ugulini não quis prestar depoimento. Ela respondeu as perguntas do magistrado e ouviu dele as acusações pelas quais responde.

Já Edelvânia disse que só vai se pronunciar no dia do júri.

— Eu vim à força. Não tinha condições de vir. Estou fazendo tratamento.Só vou falar no dia do júri.

Protesto

De acordo com Estadão Conteúdo, o depoimento dos acusados pela morte de Bernardo foi marcado por manifestações na porta do fórum de Três Passos. Boldrini teve de usar colete à prova de balas em público. Na entrada do prédio do Judiciário, moradores aguardavam os acusados com gritos de protesto.

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