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Com medo, mulher do cartunista Glauco deve pedir proteção policial após soltura de assassino

Advogado informou que ela teme outro surto e volte a assassinar

Cidades|Sylvia Albuquerque, Do R7

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Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, mais conhecido como Cadu, de 27 anos, foi libertado
Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, mais conhecido como Cadu, de 27 anos, foi libertado

A mulher do cartunista Glauco Vilas Boas deve pedir proteção policial depois que o assassino dele foi solto da clínica psiquiátrica onde estava internado em Goiânia (GO), segundo o advogado Alexandre Khuri. De acordo com o advogado, Beatriz Galvão diz temer que Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o Cadu, de 27 anos, tenha um novo surto e volte a matar.

Khuri afirmou que ela entrará na Justiça pedindo a proteção policial e que ele seja impedido de se aproximar de qualquer igreja do Santo Daime. O advogado disse que a família ficou indignada com a soltura do jovem.


— Ele recebeu um atestado de liberdade para matar. Respeitamos a decisão da juíza, mas temos quase certeza que ele voltará a matar.

A decisão foi da juíza Telma Aparecida Alves, da 4ª Vara de Execuções Penais de Goiânia, que determinou a liberdade do jovem na última quinta-feira (8). Segundo a juíza, Cadu, que tem esquizofrenia, está apto a passar para tratamento ambulatorial porque os laudos médicos dizem que ele não representa um "perigo à sociedade". Ainda de acordo com os médicos, ele está tratado e tranquilo.


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Segundo a polícia, Cadu cometeu o crime durante um surto psicótico agravado por consumo de drogas. Ele conhecia a família por frequentar a igreja criada por Glauco e que segue rituais do Santo Daime, com uso de chá alucinógeno. De acordo com a juíza, Cadu deve continuar em contato com psicólogos e psiquiatras.


O caso

Cadu matou Glauco e o filho no dia 12 de março de 2010, no sítio onde o cartunista morava, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. O rapaz invadiu a casa e atirou contra as vítimas. O crime gerou polêmicas, já que o suspeito seguia a doutrina religiosa do Santo Daime, seguida por Glauco, e, no dia do crime, estaria sob efeito de maconha e haxixe. Cadu foi preso em março de 2010, em Foz do Iguaçu (PR), quando tentava fugir para o Paraguai.

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