'Começou a entrar água e a lancha foi afundando', diz sobrevivente de acidente com embarcação no PA
Governo confirma 12 corpos encontrados, sete desaparecidos e 63 sobreviventes. Lancha não tinha autorização para transporte
Cidades|Do R7*

Sobreviventes do acidente com uma lancha que transportava 70 passageiros em Belém, no Pará, relataram momentos de agonia antes de a embarcação afundar. "Estava balançando muito, quebrou a hélice e aí começou a entrar água, entrar água e a lancha foi afundando", disse uma das pessoas que se salvaram.
O acidente com a embarcação que naufragou na quinta-feira (8), próximo à ilha de Cotijuba, deixou 12 mortos, 7 desaparecidos e 63 sobreviventes. Inicialmente, a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social informou que 14 corpos foram encontrados, mas depois o governo corrigiu a informação.
Barcos pequenos ajudaram a salvar e resgatar os passageiros. "Eu fui quase a última a me jogar. Eu não tive tempo de colocar colete, peguei, puxei e me joguei", diz uma mulher sobre o momento em que conseguiu se salvar. "Parou o motor, a bomba não funcionava e ficou de popa lá e a maresia começou a entrar por trás", afirmou outro passageiro.
O naufrágio
A lancha vinha da ilha de Marajó. A Prefeitura de Belém, por meio da Sesma (Secretaria Municipal de Saúde de Belém), relata que o Samu (Serviço Atendimento Móvel Urgência) esteve na área para auxiliar no resgate das vítimas.
Os sobreviventes foram direcionados para a UBS (Unidade Básica de Saúde) de Cotijuba, para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Icoaraci e para a UBS de Marambaia. Segundo a Arout (Agência Distrital de Outeiro), o barco saiu da ilha de Marajó com destino a Belém, evitando, provavelmente, a área de fiscalização da agência.
A Arcon-Pa (Agência de Regulação e Controle dos Serviços Públicos do Estado do Pará) informou por meio de nota que havia notificado a empresa responsável pela embarcação e comunicado à Capitania dos Portos a irregularidade do transporte aquaviário.
De acordo com a agência, a embarcação não possui autorização do órgão estadual para realizar transporte intermunicipal de passageiros e realizou a viagem partindo de um porto clandestino na localidade de Camará, em Marajó.
* Com informações de Matheus Previde e Rafael Silva, da Record TV











