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PF faz buscas em endereços ligados a Vorcaro e familiares; bloqueios ultrapassam R$ 5,7 bi

Foram cumpridas medidas de busca e apreensão em endereços ligados ao Banco Master, em SP, BA, MG, RS e RJ

Cidades|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília, e Natália Martins, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal iniciou a segunda fase da Operação Compliance Zero para investigar fraudes no Banco Master.
  • Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em diversos estados do Brasil.
  • O sequestro e bloqueio de bens ultrapassa R$ 5,7 bilhões, visando interromper as atividades criminosas.
  • Os crimes investigados incluem organização criminosa e lavagem de capitais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Além de carros, a PF também recolheu uma arma durante a ação Montagem/Divulgação/PF - 14.01.2026

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, com o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e o sequestro de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

De acordo com a corporação, os alvos da operação são o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro — pela evidência de “novos ilícitos” que podem ter sido cometidos — e os empresários Nelson Tanure, Fabiano Zettel e João Carlos Mansur.


As investigações da PF apontam que o núcleo criminoso é “composto por familiares próximos” a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Zettel teve a prisão temporária decretada enquanto tentava embarcar para Dubai. Investigadores entraram com pedido para impedir a viagem e o prenderam enquanto estava no aeroporto de Guarulhos.


A PF ainda disse haver risco de que ele tentasse contato com outros investigados: “Haja vista o risco de Fabiano Campos Zettel entrar em contato com os demais investigados, principalmente ao se ter em vista que o núcleo criminoso é composto por familiares próximos a ele”.

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As ações também foram voltadas a endereços em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam dinheiro em espécie, carros, relógios de luxo e um revólver.


São apurados os crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

As medidas judiciais visam interromper a atuação da organização criminosa, assegurar a recuperação de ativos e dar continuidade às investigações.


A operação foi determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), mas demorou uma semana para ser executada. Na decisão, o magistrado disse que houve demora e que o atraso poderia permitir que outros envolvidos destruíssem provas.

Toffoli determinou que o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, justifique o atraso dentro de 24h.

Defesas

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro confirmou ter tomado conhecimento da medida de busca e apreensão e afirmou que o empresário tem “colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes”.

“Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência. O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, disse.

“A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, completou.

O R7 Brasília tenta contato com a defesa dos outros investigados. O espaço está aberto para manifestações.

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