Conselho de Medicina confirma que médica acusada de matar pacientes em Curitiba cometeu infrações
Relatório elaborado pelo órgão foi anexado ao processo nesta semana
Cidades|Do R7, com Rede Record

O CRM-PR (Conselho Regional de Medicina do Paraná) concluiu que a médica Virgínia Soares de Souza, acusada de acelerar a morte de pacientes em uma UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) de Curitiba cometeu, sim, infrações. Um relatório feito pela sindicância do órgão afirma que a intensivista abreviava a vida de pacientes e manipulava funcionários subordinados.
Para o advogado de defesa de Virgínia, Elias Mattar Assad, esta conclusão é precipitada.
— O CRM se baseou nos elementos constantes no inquérito policial do Nucrisa (Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde). Por falta de elementos mais completos o CRM disse: "pelo sim pelo não, eu abro um procedimento disciplinar".
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A investigação do CRM também pede a abertura de um processo ético contra a ex-chefe da UTI do Hospital Evangélico. Dois outros médicos, acusados pelo mesmos crimes, também devem responder a processo.
Em um trecho do relatório, uma enfermeira do hospital diz que a médica, antes de causar a morte precipitada de pacientes, passava o nome das vítimas para o pastor do hospital. Na ausência dela, subordinados fariam a mesma coisa. O documento foi anexado ao processo nesta semana.
Entenda o caso
As investigações começaram há um ano, após denúncias de funcionários do próprio hospital à ouvidoria do governo do Paraná. Virgínia foi indiciada pela polícia por homicídio qualificado, por não haver chance de defesa das vítimas.
Gravações telefônicas feitas com autorização da Justiça mostraram conversas da médica com outros médicos e demais funcionários. A polícia entendeu, após ouvi-las, que Virgínia ordenava o desligamento de aparelhos de alguns doentes. Virgínia trabalhava na unidade há 24 anos.
Por meio de carta, a médica se disse vítima de ex-funcionários. O filho dela, Leonardo Marcelino, e o advogado, Elias Mattar Assad, disseram que tudo "é um grande erro da polícia" e que as denúncias “são baseadas em depoimentos e não em provas”.















