Correio do Povo Japão recorda vítimas do tsunami e catástrofe nuclear de 2011

Japão recorda vítimas do tsunami e catástrofe nuclear de 2011

Cerimônia oficial ocorreu em Tóquio e minuto de silêncio foi respeito no nordeste do país

Cerimônia oficial ocorreu em Tóquio e minuto de silêncio foi respeito no nordeste do país

O Japão parou neste domingo às 14h46min (2h46min de Brasília), momento exato do violento terremoto de 11 de março de 2011, que provocou um tsunami e a catástrofe nuclear na central de Fukushima. Como acontece todos os anos, uma cerimônia oficial aconteceu em Tóquio, na presença do primeiro-ministro Shinzo Abe, do príncipe Akishino - filho mais novo do imperador Akihito - e de sua esposa Kiko, ambos como representantes do casal imperial, e de sobreviventes da tragédia.

Nas áreas afetadas, na região nordeste do país, os moradores também respeitaram um minuto de silêncio. "Expresso minhas condolências aos que perderam seus familiares e seus amigos queridos", declarou Abe, antes de passar a palavra aos moradores.

No grupo de sobreviventes estava Hideko Igarashi, uma mulher de 70 anos e nascida em Fukushima. Em um discurso emocionado, ela pediu que "nunca esqueçam o que aprendemos do desastre". Após a cerimônia em Tóquio, os 820 presentes foram convidados a depositar uma flor branca diante de um monumento ao lado da bandeira japonesa com a frase: "Às almas das vítimas da grande catástrofe do leste do Japão".

Um total de 18.434 pessoas morreram ou desapareceram no terremoto de 9 graus de magnitude e no posterior tsunami que devastaram o país há sete anos. Além disso, mais 3.600 pessoas, em sua maioria de Fukushima, faleceram de problemas causados da catástrofe.

O acidente da central nuclear de Fukushima é o mais grave da história desde a tragédia de Chernobyl, na União Soviética em 1986, apesar de oficialmente não ter provocado mortes diretas. Também deixou mais de 73.000 deslocados, que foram obrigados a abandonar suas casas por causa da radiação.