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Crianças desaparecidas no MA: caso completa um mês em meio a revelações da família

Allan Michael e Ágatha Isabelly sumiram em Bacabal (MA); buscas se concentram em mata de vegetação fechada

Cidades|Do R7, com Estadão Conteúdo e Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os irmãos Allan Michael e Ágatha Isabelly estão desaparecidos há um mês em Bacabal, Maranhão.
  • O primo Anderson Kauan, de 8 anos, que desapareceu com eles, foi encontrado e revelou detalhes sobre o desaparecimento.
  • As buscas agora se concentram em uma área de 54 km² de mata fechada e no rio Mearim, com o uso de equipamentos de sonar.
  • A mãe das crianças acredita que elas foram sequestradas e mencionou uma denúncia de que foram vistas em São Paulo, mas a informação foi desmentida pela polícia.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ágatha e Allan sumiram no interior do Maranhão após saírem para brincar com um primo Reprodução/RECORD - 18.01.2026

O desaparecimento dos irmãos Allan Michael, de 4 anos, e Ágatha Isabelly, de 6 anos, completa um mês nesta quarta-feira (4). As crianças foram vistas pela última vez no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. Anderson Kauan, de 8 anos, desapareceu com os primos, mas foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao que havia desparecido, no dia 7 de janeiro.

Anderson passou 14 dias internado e, após ter recebido alta, mostrou aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do rio Mearim.


Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Coronel Célio Roberto, localizar Anderson Kauan mudou as rotas de busca. O menino disse em depoimento que se perdeu após levar os primos até um pé de maracujá. Ao tentar retornar para a casa da avó, percorreram um pouco mais de três quilômetros de mata fechada por dois dias até encontrarem uma “casa caída”.

Kauan decidiu deixar as outras duas crianças para voltar e buscar ajuda, quando foi encontrado pelos carroceiros.


Buscas no Maranhão e pista falsa em SP

Desde o desaparecimento, a área de buscas, de cerca de 54 quilômetros quadrados, é marcada por mata de vegetação fechada, terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, rio Mearim e lagos.

Além disso, militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura no rio em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.


De acordo com a Secretaria de Segurança do Maranhão, as equipes das forças de segurança e voluntários estão focadas em duas regiões: o povoado de São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moram, e o povoado Santa Rosa, onde Kauan foi localizado.

As operações de busca são coordenadas pela Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Os agentes utilizam cães farejadores, helicópteros e um efetivo por terra na região.


No dia 24 de janeiro, uma denúncia anônima indicou que Ágatha e Allan foram vistas em um hotel na República, no centro da cidade de São Paulo. Após investigação, a Polícia Civil informou que não se tratava dos irmãos desaparecidos.

Mãe fala em tráfico de crianças

Em entrevista ao canal do jornalista Paulo Mathias, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, afirmou que os filhos foram sequestrados e que acredita que eles possam ter sido vítimas de tráfico humano. Clarice disse que não acredita no envolvimento de alguém da comunidade no sumiço das crianças.

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