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Crianças deveriam aprender sobre misoginia na escola, diz advogada sobre combate ao feminicídio

‘Falta prevenção. Depois que a gente morreu, não adianta mais’, afirma Thaís Cremasco

Cidades|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • AGU intensifica cobranças de ressarcimento de pensões por morte de vítimas de feminicídio.
  • Objetivo é transferir custos do Estado para os condenados, com expectativa de recuperar R$ 25 milhões.
  • Advogada Thaís Cremasco destaca a importância de responsabilização financeira dos agressores.
  • É necessário implementar aulas sobre machismo e misoginia nas escolas para prevenir a violência contra mulheres.

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A AGU (Advocacia-Geral da União) intensificou ações para cobrar dos condenados por feminicídio o ressarcimento das pensões por morte pagas pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O objetivo é transferir o custo financeiro do Estado para os responsáveis pelos crimes. Atualmente, essa iniciativa está em prática em 13 estados brasileiros e já resultou na cobrança de 113 processos no ano passado, com uma expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (17), Thaís Cremasco, advogada e coordenadora do núcleo de violência contra a mulher da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo, destacou a importância dessa medida como um passo importante na responsabilização financeira dos agressores. “Se a lei existe e fala para responsabilizar, é muito importante que a Advocacia-Geral da União de fato ingresse com essas ações e que esses homens que violentaram mulheres sejam responsabilizados financeiramente”, comenta.


Silhueta de uma mulher sentada em uma cadeira enquanto olha para o além. Representação mostra a sombra escura e apenas uma parte da cena iluminada ao fundo, não revelando o rosto.
Debate sobre igualar os discursos misóginos ao crime de racismo foi apontado como um avanço potencial para casos de feminicídio Reprodução/Record News

A advogada também falou da necessidade urgente de medidas preventivas no combate à violência contra mulheres no Brasil. Segundo ela, além das punições pós-crime, são essenciais iniciativas educativas nas escolas que abordem temas relacionados ao machismo e misoginia desde cedo. “Aulas de misoginia na escola seriam fundamentais para que as crianças percebessem desde cedo essas estruturas que oprimem mulheres, que muitas vezes são naturalizadas dentro da nossa cultura”, explica.

O debate sobre igualar os discursos misóginos ao crime de racismo foi apontado como um avanço potencial importante na legislação brasileira. No entanto, ainda há um longo caminho até que todas as formas sutis ou explícitas de violência sejam amplamente reconhecidas e combatidas eficazmente na sociedade brasileira.

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