Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Crise climática deve ampliar conflitos, migrações e violência no Brasil até 2045, alerta TCU

Relatório aponta que eventos extremos podem intensificar disputas por recursos, pressionar cidades e favorecer o crime organizado

Cidades|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A crise climática se tornará central para a instabilidade social e segurança pública no Brasil até 2045, segundo o TCU.
  • Eventos extremos, como secas e enchentes, intensificarão a disputa por recursos básicos e exigirã maior atuação do poder público.
  • Migrações climáticas podem gerar aglomerações nas cidades, aumentando riscos de conflitos sociais e xenofobia.
  • A relação entre deslocamentos forçados e crime organizado pode aprofundar desigualdades, exigindo políticas integradas de clima, desenvolvimento e segurança.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu (PR) ficou destruída devido a um ciclone
Em novembro de 2025, Rio Bonito do Iguaçu (PR) ficou destruída devido a um ciclone Gil Ferreira/SRI-PR - 6.11.2025

A crise climática tende a se consolidar como um fator central de instabilidade social e de segurança pública no Brasil nas próximas décadas. É o que indica o relatório “Futuro Mais Seguro”, produzido em 2025 pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que projeta cenários até 2045 e classifica esse processo como “Tempestades Silenciosas”.

Segundo o estudo, secas prolongadas, enchentes recorrentes e outros eventos extremos devem intensificar disputas por recursos básicos, como água, alimentos e abrigo.


A escassez tende a elevar tensões em áreas já vulneráveis e a exigir maior atuação do poder público na mediação de conflitos e na assistência humanitária, com impacto direto sobre o orçamento e os investimentos regulares em segurança.

leia mais

O relatório também aponta o avanço das chamadas migrações climáticas, internas e transfronteiriças, impulsionadas por desastres ambientais e pela perda de áreas produtivas.


A chegada de grandes contingentes aos centros urbanos pode gerar aglomerações instáveis, ampliar a competição por moradia e serviços e aumentar o risco de conflitos sociais e episódios de xenofobia.

Outro alerta envolve a relação entre deslocamentos forçados e crime organizado. De acordo com o TCU, populações vulneráveis e sem acesso a políticas públicas tornam-se alvos mais fáceis de cooptação por redes criminosas, enquanto rotas migratórias podem ser exploradas para a expansão do tráfico de drogas, armas e pessoas.


O documento indica ainda que os efeitos climáticos devem exigir o redirecionamento das forças de segurança para áreas mais afetadas, o que pode deixar outras regiões desassistidas e aprofundar desigualdades na proteção ao cidadão.

Para o tribunal, o cenário reforça a necessidade de políticas integradas que articulem clima, desenvolvimento social e segurança pública.

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.