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Durante briga, policial mata a mulher no dia do aniversário dela em SC

Autor do crime alegou uma discussão provocada pela vítima por causa de ciúmes

Cidades|Fernando Mellis, R7

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Um policial civil foi preso na tarde de terça-feira (25), em Capinzal, no oeste de Santa Catarina, após confessar ter matado a mulher, Rosilene Cassuba, de 31 anos, durante uma briga. O crime aconteceu no dia do aniversário da vítima.

O marido ainda tentou simular outro crime, segundo o delegado André Luis Cembranelli.


— Ele que acionou a polícia, comunicando que ao chegar em casa encontrou o corpo da mulher sem vida. Nós nos dirigimos ao local, acionamos o Instituto Geral de Perícias. Percebemos que a casa não tinha sinais de arrombamento, nenhum objeto havia sido furtado e daí nós começamos a perceber as atitudes dele [marido]. Estava muito quieto, muito cabisbaixo, não pedindo para os policiais correrem atrás de quem teria sido o autor dos fatos. Isso nos chamou atenção.

Ele ainda acrescentou que após serem constatados indícios de que ele havia matado Rosilene, o marido foi pressionado e confessou.


— Depois que concluímos o trabalho da perícia do local, encaminhamos o policial para o Instituto Médico Legal para verificar se ele tinha alguma lesão, algum indício de que ele havia entrado em luta corporal, já que a gente estava suspeitando dele. E realmente constatou que ele tinha algumas lesões na mão. O corpo da mulher também foi examinado e viu-se que ela tinha lesões no pescoço, com características de esganadura, o nariz quebrado, lesão no lado direito do rosto e na traquéia. Então, nós o pressionamos um pouco e ele acabou confessando.

Relacionamento difícil


O policial trabalhava na Delegacia de Capinzal e era subordinado ao delegado Cembranelli. O chefe dele comentou que os colegas já sabiam da situação do relacionamento. Rosilene, segundo ele, estava afastada do trabalho, em uma fábrica da região, por causa de depressão.

— O relacionamento já não vinha bem. Uma moça extremamente ciumenta, um relacionamento conturbado. Eles acabaram se desentendendo por um fato banal, por causa de ciúmes de uma mulher onde o policial teria ido comprar os óculos, a atendente. Ele chegou da ótica, eles começaram a discutir e deu no que deu.


Há seis anos, o autor do crime já havia feito um registro relatando os problemas que enfrentava com a mulher.

— Em 2007, ele registrou um boletim aqui na delegacia dizendo que o relacionamento era conturbado, que ela era realmente uma mulher extremamente ciumenta. Os policiais aqui têm uma escala de plantão que, mediante autorização do delegado, pode ser trocada. Essa troca de plantão é uma coisa comum. Mas ele só poderia trocar se a mulher deixasse. Se alguma colega aqui da delegacia o visse na rua, tinha que fingir que não viu, porque se não ela iria questionar e fazer confusão.

Agora, o policial permanece preso na carceragem da Delegacia de Joaçaba, cidade vizinha, e deve ser transferido em alguns dias para o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), em Florianópolis. Ele foi indiciado por homicídio simples. 

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