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‘É uma guerra contra a natureza’, diz voluntário que atua no resgate de animais no RS; vídeo

Ao menos 2 milhões de gaúchos foram atingidos e 136 pessoas morreram; 90% dos municípios sofrem com as fortes chuvas

Cidades|Bruna Lima, enviada especial do R7 a Eldorado do Sul

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Grupo calcula ter resgatado 130 animais em Eldorado do Sul Bruna Lima/R7 - 11.5.2024

“Em toda minha carreira, nunca vi nada igual. É, literalmente, uma guerra contra a natureza.” É assim que o voluntário do Grad (Grupo de Resposta a Animais em Desastre) Ernesto Aparecido Júnior descreve a situação vivida pelo Rio Grande do Sul, que enfrenta fortes chuvas e enchentes em cerca de 90% dos municípios. Ao menos 2 milhões de gaúchos foram atingidos e 136 pessoas morreram. Outras 125 estão desaparecidas e 756, feridas, conforme a última atualização da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. O R7 está no local.

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O voluntário é morador de Várzea Paulista (SP), onde atua como servidor da Defesa Civil Municipal. Ele, que faz parte do grupo desde 2011, calcula ter resgatado, apenas em Eldorado do Sul, mais de 130 animais, mas as equipes do Grad têm trabalhado em todo o estado (veja o relato completo no vídeo abaixo).


Aparecido, que já atuou em outros desastres naturais, considera a situação enfrentada pelo Rio Grande do Sul sem precedentes. Apesar disso, ele elogia a logística das autoridades locais, que tem permitido a chegada de mantimentos e equipamentos necessários para a atuação dos voluntários.

Ele pede ajuda de mais gente na área. “Estou vendo que a logística está sendo bem eficaz. Os mantimentos e insumos estão chegando para a gente realizar nosso trabalho, mas acredito que todo mundo tem que se unir um pouco mais, abraçar mais essa causa. Nós, que estamos vivendo em campo, estamos vendo a necessidade. Precisa de mais gente aqui. É um trabalho que vai demorar bastante”, afirma.


Emocionado, ele comenta a sensação de voltar para casa, em São Paulo, para passar o Dia das Mães ao lado da família. As equipes do Grad têm se revezado no trabalho.

“Estou voltando para minha residência porque chegou outra equipe. Só quero ver minha mãe, minha esposa e as pessoas que eu amo. A gente trabalha sem saber se vai voltar para casa, e amanhã é uma data especial, só quero chegar na minha casa, ver meus cachorros, minha família. A gente que ama nossa nação está aqui para servir, mas eles também precisam de mim”, diz.


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