Cidades Estado investiga professor que defendeu em aula ‘tratamento precoce’ contra Covid-19

Estado investiga professor que defendeu em aula ‘tratamento precoce’ contra Covid-19

A Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba informou nesta sexta-feira (23) que abriu um processo administrativo para investigar um professor da rede pública estadual de ensino, suspeito de defender “tratamento precoce” contra Covid-19. Segundo a investigação, o professor de uma escola de João Pessoa teria dito a alunos, durante […]

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Foto: Imagem ilustrativa | Pixabay

A Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba informou nesta sexta-feira (23) que abriu um processo administrativo para investigar um professor da rede pública estadual de ensino, suspeito de defender “tratamento precoce” contra Covid-19.

Segundo a investigação, o professor de uma escola de João Pessoa teria dito a alunos, durante uma aula online, que o “tratamento precoce” seria até “mais eficiciente que a vacina”. Em nota, a Secretaria explicou que investiga o caso e disse que discorda do que não tem base cietífica.

“A Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia da Paraíba (SEECT-PB) informa que foi aberto um processo administrativo para apurar a conduta do professor na Comissão Permanente de Inquérito (CPI), órgão da Secretaria de Educação. A SEECT-PB reitera a defesa da Ciência e do método científico e deixa claro que não concorda que professores que defendam, dentro de sala de aula, pontos de vista que não tenham base científica, ainda mais em um momento de pandemia”.

Segundo o Conselho Regional de Medicia na Paraíba (CRM), o que funciona no combate à Covid e é cientificamente comprovado é o uso de máscaras, lavar as mãos, vacina, o distanciamento social e evitar aglomerações.

“Espalhar notícias falsas sobre vacinas contra Covid ou qualquer outra doença pode ser considerado crime contra a saúde pública”, diz o doutor Bruno Leandro de Souza, diretor de Fiscalização do CRM-PB. Assista abaixo.

O uso de hidroxicloroquina em pessoas com Covid-19 está ligado ao aumento da mortalidade. A conclusão foi publicada nesta semana na revista Nature, uma das mais respeitadas do mundo.

No Brasil, o remédio tem sido usado de forma indiscriminada e além de ser ineficaz contra o coronavírus, agora também é nocivo. O remédio passou a ser comercializado junto com outros medicamentos como “kit covid” para o “tratamento precoce”.

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