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Exames indicam que Maníaco da Cruz não pode ser solto

Novas avaliações médicas feitas no jovem atestariam que ele não pode conviver em sociedade

Cidades|Do R7, com Rede Record

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Vítimas eram assasinadas e seus corpos colocadaos na posição de cruz
Vítimas eram assasinadas e seus corpos colocadaos na posição de cruz

Novos exames realizados em Dhionatan Celestrino, que ficou conhecido como Maníaco da Cruz , feitos na Santa Casa de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, atestariam novamente que ele não tem condições de conviver em sociedade. Quando tinha 16 anos, ele matou três pessoas no estado e colocou as vítimas em uma posição de crucificação, daí o apelido dele.

Agora, o laudo psiquiátrico será encaminho para o juiz Mauro Muro Nering Karlosh que vai decidir o destino do jovem de 21 anos. Avaliações médicas feitas anteriormente já comprovaram que Dhionathan sofria de esquizofrenia.


Ritual macabro

Os crimes cometidos pelo maníaco seguiam um ritual macabro. As vítimas participavam de uma espécie de tribunal. Todas eram questionadas sobre a vida religiosa e sexual. Os considerados “impuros” eram assassinados e os corpos colocados em posição de cruz.


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Depois de ser apreendido e confessar os crimes, a Justiça determinou que ele cumprisse medidas socioeducativas em uma unidade de internação para menores infratores. A decisão foi cumprida desde 2008.


Porém, após três anos na unidade, laudos comprovaram que o rapaz sofria de esquizofrenia e que ele deveria ser encaminhado a um centro de internação. Mas isso não aconteceu, o maníaco da cruz permaneceu na unidade durante quase cinco anos, até que em março deste ano, Dhionatan conseguiu fugir para o Paraguai.

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Ele estava acompanhado da mãe e de uma tia. A família pagava as despesas do rapaz em uma pensão. Ele se matriculou em uma escola e estava estudando espanhol e guarani. Mas em abril, um casal de brasileiros o reconheceu. O Maníaco da Cruz foi levado novamente para o Mato Grosso do Sul.

Após ficar um tempo em uma delegacia da capital, ele foi internado na ala psiquiátrica da Santa Casa, onde permanece até hoje aguardando decisão da Justiça.

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