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Faltam policiais no Maranhão, admite secretário-adjunto

Laércio Mendes disse que efetivo do Estado é o menor do Brasil

Cidades|Do R7

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Onda de violência no MA começou no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 62 detentos foram mortos desde o ano passado
Onda de violência no MA começou no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde 62 detentos foram mortos desde o ano passado

O secretário-adjunto de Segurança Pública do Maranhão, Laércio Mendes, admitiu nesta quarta-feira (8) que o número efetivo de polícia do Estado — que tem média de um policial para cada 890 habitantes — é insuficiente.

— Nós temos o menor efetivo do Brasil. Enquanto a ONU [Organização das Nações Unidas] recomenda um policial para cada 300 habitantes, nós temos aqui um para 890.

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Em entrevista à Rádio Estadão, ele fez questão de ressaltar que o Maranhão já fez concurso público para a polícia e que os novos homens estarão nas ruas até fevereiro.

O secretário-adjunto negou que a situação da violência no Estado tenha piorado nos últimos sete anos, período de governo de Roseana Sarney (PMDB). Ele colocou a culpa pela piora de índices no cenário de poucos policiais encontrado pela administração de Roseana.

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Questionado sobre a necessidade do envio de homens da Força Nacional de Segurança Pública para o Estado, o secretário-adjunto afirmou que a ajuda seria bem-vinda. A Força Nacional está no Maranhão há cerca de 60 dias, mas atua apenas no sistema prisional.

— A presença da Força Nacional é bem-vinda, vai nos ajudar muito.

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A opinião de Martins é diferente da exposta nesta terça-feira (7) pelo subcomandante-geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel João Alfredo Nepomuceno, que disse ontem que o reforço federal não é necessário.

Os dois, porém, concordam ao afirmar que a violência na região metropolitana de São Luís está sob controle. Até o momento, 20 pessoas que participaram dos ataques foram presas.

A recente onda de violência no Estado começou dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde somente este ano duas pessoas morreram. Em 2013, foram 60 assassinatos nas oito unidades do complexo.

A crise no sistema carcerário ganhou as ruas da capital na semana passada. Presidiários deram ordens para que bandidos queimassem quatro ônibus e atirassem em uma delegacia de polícia.

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