Família está chocada, diz primo de pai de menino morto no RS
Criança de 11 anos foi enterrada nua em matagal; pai, madrasta e amiga estão presos
Cidades|Márcia Francês, do R7

O primo e amigo de infância de Leandro Boldrini, de 38 anos, suspeito de participação na morte do filho, deve assumir a defesa do parente. O advogado Andrigo Rebelato foi chamado pela família do médico, que está chocada com o crime.
— Eu fui procurado pelos irmãos e pelo pai e pela mãe, que são pessoas que estão chocadas com o acontecido, e querem que eu tenha esse primeiro contato com ele para ver o que ele tem a dizer, enfim, se tem algo a falar ou não.
Rebelato disse que ainda não teve acesso aos autos e não definiu sua estratégia de defesa. Ele disse deve falar com o primo em breve.
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O crime
Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos, no inteiror do Rio Grande do Sul. Durante a tarde, o menino teria ido a Frederico Westphalen com a madrasta e uma amiga comprar uma televisão. Quando voltou a Três Passos, ele teria dito que passaria o fim de semana na casa de um amigo e não foi mais visto.
Após dez dias desaparecido, o corpo da criança foi encontrado na noite da última segunda-feira (14), em um matagal de Frederico Westphalen, cidade a 80 km de Três Passos. O cadáver estava nu dentro de um saco enterrado em uma propriedade rural.
No mesmo dia, o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrastra, a enfermeira, Graciele Boldrini, e uma amiga, a assistente social, Edelvânia Wirganovicz, foram presos preventivamente suspeitos de participação no crime. Foi Edelvãnia que indicou onde estava o corpo da criança. Ela também contou à polícia que Graciele dopou o menino e depois aplicou uma injeção letal.
Segundo investigações da polícia, a madrasta e a amiga teriam misturado pílulas dopantes no suco do menino, que adormeceu em seguida e foi assassinado. O pai, Leandro Boldrini, seria suspeito de ocultar informações sobre o crime e pistas que comprometiam Graciele.















