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Família reúne novas provas e tenta revisão criminal para tirar Danilo da cadeia

Vendedora que presenciou assalto e não foi ouvida registrou relato em favor do jovem

Cidades|Ana Ignacio, do R7

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Família localizou o homem que confessou o crime pelo qual Danilo foi condenado
Família localizou o homem que confessou o crime pelo qual Danilo foi condenado

Apesar da condenação, Luana não desistiu de provar a inocência de Danilo. Atualmente, a família aguarda um pedido de habeas corpus do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e pretende entrar, em breve, com um pedido de revisão criminal.

No dia 20 de outubro deste ano, a dona da loja de botijão de gás onde ocorreu o crime procurou a família de Danilo e registrou, no 26º Tabelionato de Notas de São Paulo, uma declaração. Segundo a testemunha, no dia 13 de janeiro, foi ela quem atendeu o casal vítima da tentativa de assalto. Moradora do bairro há 20 anos, viu os dois suspeitos se aproximarem e não reconheceu nenhum dos dois. O crime aconteceu no momento em que ela foi buscar troco para os clientes, que pagaram o botijão com uma nota de R$ 100. Foi quando ela ouviu a troca de tiros. Ao sair, se deparou com um dos ladrões caído e o cliente mancando.


Após a confusão, foi dirigida a uma delegacia para prestar depoimento, mas diz que não chegou a ser ouvida. Ainda de acordo com a testemunha, após ficar sabendo da condenação de Danilo, a quem conhece no bairro assim como sua família, estranhou. Para ela, não há dúvidas de que o jovem não estava no local no dia do crime. Segundo a mulher, a demora para procurar a família ocorreu por medo, mas ao encontrar a mãe de Danilo na rua e ver como a vida da família estava abalada, mudou de ideia.

Diante dessa nova prova, o objetivo de Luana é validar esse testemunho com um juiz para pedir a revisão criminal do caso.


Velório de quem não morreu

Com disposição, Francisca sobe as escadas de casa e mostra o quarto de Danilo. A cama de solteiro encostada na parede sob a janela, o armário e os porta-retratos do filho com a neta arrumados em cima de um móvel continuam no mesmo local. A garota, hoje com sete anos, acredita que o pai está no Piauí, terra natal de Francisca, construindo uma casa para a família.


Em um gesto espontâneo, Francisca abre a porta do guarda-roupa de Danilo e não consegue segurar as lágrimas. Passa as mãos nas roupas não usadas desde abril de 2013 e lamenta a ausência do filho. Ela chora como se chorasse a morte de um filho vivo. A saudade e a sensação de injustiça se misturam.

— Justiça pra mim é ter a imagem do seu filho dentro de casa. Não estamos vivendo, estamos vegetando, passando por humilhação.


Observa uma das fotos, enxuga as lágrimas e, com um singelo carinho no porta-retrato, se recompõe.

— Mas eu tenho fé. Pode demorar, mas a inocência do meu filho vai ser mostrada.

Confira o especial que traça um raio-x da impunidade no Brasil: Invisíveis

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