Cidades Feminicídio deixa duas mil crianças órfãs por ano no Brasil, diz estudo

Feminicídio deixa duas mil crianças órfãs por ano no Brasil, diz estudo

Após a morte da mãe, com os pais na prisão, crianças e adolescentes são amparadas por familiares ou levadas a abrigos

  • Cidades | Do R7, com informações da Record TV

Filhas de Ana Lúcia ficaram órfãs

Filhas de Ana Lúcia ficaram órfãs

Reprodução/Record TV

O aumento de  casos de feminicídio no país cria um drama paralelo, o das crianças que perdem a mãe para a violência e o pai para a prisão. A cada ano, o feminicídio deixa duas mil crianças orfãs no Brasil, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. As consequências emocionais dessas perdas costumam acompanhá-las ao longo da vida.


Foi o que aconteceu com Yasmim e Larissa, filhas de Ana Lúcia. O feminicidio mudou, de um dia para o outro, o retrato da família. Ana Lúcia foi agredida diante de dois dos cinco filhos. As crianças pediram socorro e foram as filhas mais velhas, Yasmim e Larissa, que encontraram a mãe em casa, bastante machucada. O marido se entregou à polícia.



Os filhos de Ana Lúcia foram acolhidos pelas irmãs mais velhas, por uma amiga e pelos avós paternos. As crianças não vivem mais juntas. A morte da mãe desestruturou a família. "Ela era a animação. depois que a minha mãe se foi, a minha família não é mais a mesma", conta Yasmim Gomes.

Com o núcleo familiar desfeito, as crianças e adolescentes são amparadas por familiares ou levadas para abrigos. É a Justiça quem determina com quem a criança deve ficar e também se precisa receber do estado acompanhamento psicológico gratuito.

O Ministério da Justiça desenvolve um programa de políticas públicas para os órfãos da violência doméstica. "Essas pessoas, elas não podem esperar. Então a gente analisa impacto a médio e longo prazo,  a gente trabalha com  política de prevenção já estão no campo de forma imediata, mas a gente também precisa trabalhar a consciência dessas pessoas. A gente precisa dar acolhimento e de um trabalho integrado em sociedade", afirma Daniele Alcântara, coordenadora de políticas de prevenção de crimes contra a mulher e grupos vulneráveis, na Secretaria Nacional de Segurança Pública.

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