Fiscais do Ibama sofrem emboscada no Amazonas e buscam abrigo na floresta
Ataque ocorreu durante operação contra extração ilegal de madeira na Terra Indígena Tenharim-Marmelos; PF conduz investigação
Cidades|Do Estadão Conteúdo
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Uma equipe de fiscalização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) sofreu uma emboscada durante operação contra exploração ilegal de madeira no município de Manicoré, no sul do Amazonas, neste fim de semana.
Cinco agentes realizavam atividade de combate à extração clandestina na Terra Indígena Tenharim-Marmelos.
Durante a ação, cerca de 30 integrantes de um grupo criminoso abordaram a equipe e efetuaram disparos. Segundo o Ibama, a região registra invasões frequentes, desmatamento e retirada irregular de recursos naturais.
Diante do ataque armado, os fiscais buscaram abrigo na mata. O veículo utilizado pela equipe acabou incendiado pelos agressores. Nenhum servidor sofreu ferimentos.
A Polícia Federal, responsável pelo registro do caso e pela apuração, informa identificação preliminar de alguns envolvidos. As investigações seguem em andamento para responsabilização criminal.
Exploração ilegal de madeira
Dados de fiscalização indicam escoamento de parte da madeira retirada ilegalmente da Terra Indígena Tenharim-Marmelos para comercialização na região da Vila Santo Antônio do Matupi, ao longo da rodovia Transamazônica.
Levantamentos do órgão apontam indícios de irregularidade em mais de 60% da exploração madeireira, atividade considerada um dos principais fatores de degradação na Amazônia.
“A madeira extraída, principalmente em unidades de conservação e terras indígenas, é ‘esquentada’ por meio de planos de manejo florestal fraudados”, diz comunicado enviado pela instituição.
“O Instituto reafirma que ataques a agentes públicos no exercício de suas funções são inaceitáveis e serão rigorosamente apurados pelas autoridades competentes”, aponta.
E complementa: “O Ibama seguirá atuando para coibir a exploração ilegal de recursos naturais, em articulação com os órgãos de segurança pública.”
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