Camisinhas feitas de poliuretano para quem tem alergia ao látex
Se prevenir ainda é o melhor remédio. O látex não é o único material que pode causar alergia.
Folha Vitória|Do R7

Nos últimos dias os número alarmantes de casos de HIV registrados no Estado vieram a tona. A média foi de que 1.200 novos casos de infecção pelo HIV têm sido registrados por ano nos últimos quatro anos. Esse número de diagnóstico é maior do que os números registrados até 2014, quando a média de novos diagnósticos era de aproximadamente 500 casos.
Os sintomas da doença são a presença de febre, aparecimento de gânglios, crescimento do baço e do fígado, alterações elétricas do coração, inflamação das meninges nos casos graves. Na fase aguda, os sintomas duram de três a oito semanas. Na crônica, os sintomas estão relacionados a distúrbios no coração e/ou no esôfago e no intestino. Cerca de 70% dos portadores podem permanece de duas a três décadas na chamada forma assintomática ou indeterminada da doença.

“Muitas pessoas reclamam que tem alergia a camisinha e dizem que por isso não usam. O látex não é o único material que pode causar alergia. Algumas camisinhas podem conter aromatizantes, produtos para dar cheiro e sabor, e até mesmo lubrificantes que podem causar o desconforto. No primeiro momento é interessante que você escolha preservativos mais simples, com menos lubrificação, sem sabor e cheiros diferenciados”, disse a ginecologista e obstetra, Lorena Baldotto.
“Se, mesmo assim o incômodo permanecer, já existem opções de camisinhas feitas de poliuretano, um material plástico que não causa este efeito. O importante é se prevenir e evitar não só o HIV, mas uma série de doenças sexualmente transmissíveis”, completou.
Somente em secreções como sangue, esperma, secreção vaginal e leite materno, o vírus aparece em quantidade suficiente para causar transmitir a doença. Para haver a transmissão, o líquido contaminado de uma pessoa tem que penetrar no organismo de outra.
“Isto se dá através de relação sexual (heterossexual ou homossexual), ao se compartilhar seringas, em acidentes com agulhas e objetos cortantes infectados, na transfusão de sangue contaminado, na transmissão vertical da mãe infectada para o feto durante a gestação ou o trabalho de parto e durante a amamentação”, disse a médica.
Para evitar a transmissão da aids, recomenda-se o uso de preservativo durante as relações sexuais, bem como a utilização de seringas e agulhas descartáveis e o uso de luvas para manipular feridas e líquidos corporais. Testar previamente sangue e hemoderivados para transfusão deve ser sempre uma prática.
A médica ainda fez um alerta: “É importante frisar que as mães infectadas pelo vírus (HIV-positivas) devem usar antirretrovirais durante a gestação para prevenir a transmissão vertical e evitar amamentar seus filhos”.








