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Casos de racismo em escolas dobram no ES; aluna foi chamada de macaca em Vargem Alta

O último caso foi registrado em uma escola estadual no município do Sul do ES; apenas neste ano foram registradas 10 denúncias, contra...

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Folha Vitória|Do R7

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Uma aluna foi alvo de injúrias raciais em uma escola estadual, localizada no município de Vargem Alta, na Região Serrana do Espírito Santo. 

De acordo com relatos, a estudante era chamada de "macaca" por colegas de classe e deixou de ir até a escola. 


Entretanto, o caso da aluna não é uma situação isolada no Estado. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), apenas neste ano já foram registrados 10 casos de racismo nas escolas estaduais. 

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Sobre o mesmo crime, foram 4 casos de injúria racial, em todo o ano de 2022, nas escolas do Estado. Os resultados demonstram um crescimento nas ocorrências em apenas um ano. 

O que dizem prefeitura e Sedu sobre caso de racismo em escola

A Prefeitura de Vargem Alta afirmou ao Folha Vitória que não irá se pronunciar sobre o caso, visto que se trata de uma escola da rede estadual e não municipal.


Já a Sedu, diante do caso da aluna, informou que a Superintendência Regional de Educação de Cachoeiro, que faz a gestão das escolas da região, seguiu o previsto no Regimento Comum das Escolas: acionou as famílias para dialogar, bem como orientou os alunos quanto à conduta.

Além disso, a escola prevê adotar medidas junto à Ação Psicossocial e Orientação Interativa Escolar (Apoie), que é uma iniciativa que busca desenvolver ações para ajudar no desenvolvimento intelectual, emocional e social dos estudantes da rede estadual de ensino.


A Sedu acrescentou que existe uma Comissão Permanente de Estudos Afrobrasileiros (Ceafro), que conduz iniciativas que buscam desenvolver ações para ajudar no desenvolvimento intelectual, emocional e social dos estudantes da rede estadual de ensino e focados no enfrentamento aos casos de racismo e outras violências nas escolas.

"A Secretaria de Estado da Educação (Sedu) informa, ainda, que, por meio da Portaria nº. 114-R, publicada no DIOES de 20 de novembro de 2019, instituiu a Comissão Permanente de Estudos Afro-brasileiros do Espírito Santo - CEAFRO, tendo como motivação o Plano Estadual de Educação do Espírito Santo e as Leis 10.639/03 e 11.645/08, as quais são referências na concepção da proposta da Comissão, no âmbito da Sedu para promoção e fortalecimento do Programa de Enfrentamento ao Racismo na Rede de Ensino do Espírito Santo", reforça a nota.

Em nota enviada, a Sedu também informou que implementou o Programa de Enfrentamento ao Racismo nas escolas da rede pública estadual do Espírito Santo, em execução desde o início dos trabalhos da Ceafro, criada por meio da Portaria 114-R, de 2019. 

As ações do programa e a constituição de práticas pedagógicas antirracistas estão registradas como material de apoio pedagógico – Caderno Orientador voltado à Educação das Relações Étnico-Raciais nos espaços escolares e disponibilizado para apoiar a rede escolar.

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