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Cirurgião plástico do ES é condenado em mais de R$ 130 mil por erro médico e vira réu em SP

No caso da capixaba, o procedimento realizado pelo médico foi de implante de uma prótese mamária que precisou ser substituída e, em seguida, trouxe novas complicações

Folha Vitória

Folha Vitória|Do R7

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O cirurgião plástico Renato Tatagiba, que atua também no Espírito Santo, foi condenado a pagar mais de R$ 130 mil a uma paciente capixaba em razão de erro médico. A decisão se deu em sentença do juiz Carlos Magno Ferreira, à frente da 2ª Vara Cível da Serra, no último dia 31 de agosto.

Além desta condenação, nesta terça-feira (20), o Ministério Público de São Paulo recebeu uma denúncia contra Tatagiba, tornando-o réu em processo que se tornou famoso nacionalmente, tendo sido amplamente divulgado pela mídia, já que a paciente iraniana, que reside no Brasil, alegou ter ficado praticamente cega em decorrência de uma lipoaspiração realizada pelo especialista.


No caso da capixaba, o procedimento realizado pelo médico foi de implante de uma prótese mamária realizada em 2019. Segundo consta da decisão judicial, já no final de 2011, no entanto, o silicone saiu do lugar e a paciente passou a sentir dores. A partir daí, ela passou a entrar em contato com o cirurgião, sem que tivesse conseguido um atendimento rápido.

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Na versão da autora da ação, ela só conseguiu ser atendida por Tatagiba em 2012, quando foi diagnosticado o rompimento da prótese. A solução encontrada foi então de um novo procedimento cirúrgico, com a retirada do silicone rompido e colocação de um novo.

A vítima afirmou que na época não foi submetida a exame de imagem a fim de rastrear possíveis resquícios de silicone em seu corpo e que acabou que o novo procedimento não foi satisfatório, tendo causado problemas estéticos como a diferença de tamanho entre as mamas, excesso de pele e novo corte realizado para a retirada do material.


Já em 2019, a mulher relatou ter voltado a sentir dores, percebendo a presença de nódulos na axila esquerda. Tendo procurado atendimento médico, foi informada de que os nódulos poderiam ser originados por um câncer. 

Mas, a surpresa maior foi que, ao procurar atendimento especializado de um ginecologista, foi visto, a partir de exame de ultrassonografia, a presença de três nódulos de silicone, podendo haver ainda mais nódulos não identificados pelo procedimento.


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Neste momento então a paciente entrou em contato com o cirurgião plástico para informar do resultado dos exames e relatou não ter recebido atendimento médico satisfatório, encontrando dificuldades impostas pelo próprio médico para solução do problema. Assim, entrou com ação na Justiça.

Analisando as provas sobre o caso, o magistrado condenou Renato Tatagiba ao pagamento de danos morais em R$ 80 mil, além do pagamento de danos estéticos em R$ R$ 50 mil. Também foi concedido judicialmente o pagamento do acompanhamento psicológico da vítima e o ressarcimento de valores correspondentes a uma cirurgia reparadora.

Médico também se tornou réu em São Paulo

Sobre o caso da lipoaspiração realizada em uma iraniana em São Paulo, o recebimento da denúncia foi realizado nesta terça-feira (20), o que torna o médico, formalmente, réu na Justiça paulista.

Em trecho publicado no Diário Oficial de São Paulo, ficou registrado que há indícios de que a lipoabdominoplastia realizada pode ter dado causa à “neuropatia óptica isquêmica”, que acontece quando há lesão do nervo óptico devido a uma obstrução do suprimento de sangue.

O que diz a defesa do médico

Procurado o advogado do cirurgião, Celso Papaleo, o jurista informou que, em relação à denúncia do Ministério Público de São Paulo, a inocência do cliente será comprovada na instrução processual. “Porém não podemos nos manifestar sobre o processo, pois está em segredo de justiça", disse.

Já com relação ao processo que tramita na Justiça capixaba, o advogado afirma que não tem conhecimento sobre o caso. 

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