Comércio, escola e unidade de saúde fechados na Serra após morte de adolescente
Comércio, escola e unidade de saúde fechados na Serra após morte de adolescente
Folha Vitória|Do R7

Foto: TV Vitória
Comércio fechado, escola e unidade de saúde com funcionamento suspenso e sem ônibus nas ruas. Esse foi o cenário durante grande parte do dia, nesta terça-feira (06), no bairro Central Carapina, na Serra. Segundo moradores e comerciantes da região, a mudança da rotina foi motivada por um toque de recolher, imposto por criminosos.
De acordo com a população local, por volta das 9 horas bandidos armados percorreram as ruas do bairro mandando fechar todo o comércio. Logo depois, os criminosos teriam autorizado a reabertura dos estabelecimentos, mas, por volta do meio-dia, uma nova ordem para o fechamento do comércio teria ocorrido.
Durante a manhã e tarde desta terça-feira, a maioria dos estabelecimentos comerciais permaneceu com as portas fechadas. A unidade de saúde do bairro, localizada na Avenida Brasil, também suspendeu o atendimento à população.
Já a Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Jones Jose do Nascimento teve as aulas suspensas no período da manhã e da tarde. Segundo moradores, os ônibus do sistema Transcol que passam pela região também pararam de circular durante a manhã, mas a situação voltou ao normal na parte da tarde.
A Polícia Militar não confirmou oficialmente o toque de recolher em Central Carapina, mas reforçou o policiamento na região durante o dia. A equipe da TV Vitória/Record TV esteve no bairro e presenciou três viaturas da PM e dois carros do GAO circulando pela região.
Segundo o subtenente J. Carlos, CPU do 6º Batalhão da PM, há um boato pelas ruas do bairro sobre o toque de recolher, mas a Polícia Militar não presenciou nenhum suspeito armado na região ordenando o fechamento do comércio.
O toque de recolher teria sido motivado pelo assassinato de Lucas Pereira da Silva, de 16 anos, ocorrido na noite de segunda-feira (05), durante um tiroteio. Outros dois adolescentes foram baleados na ação. De acordo com testemunhas, os autores do crime chegaram em um carro e atiraram mais de 10 vezes contra as vítimas.
A reportagem também entrou em contato com a Prefeitura da Serra, Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb) para saber sobre o funcionamento da unidade de saúde e da escola estadual e também sobre a circulação de ônibus na região. No entanto, até o fechamento da matéria, nenhuma demanda havia sido respondida.








