Folha Vitória Covid-19: vacina russa que será testada no Brasil terá versão para crianças

Covid-19: vacina russa que será testada no Brasil terá versão para crianças

De acordo com os desenvolvedores do produto, o imunizante será mais leve e menos reatogênico

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Foto: Andrey Rudakov/Divulgação/Fundo Russo de Investimento Direto
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A vacina russa Sputinik V contra covid-19 também terá uma versão para crianças, conforme anunciou nesta terça-feira (8) o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, segundo a agência de notícias russa Sputinik News.

O imunizante está na terceira e última fase de testes. Após a conclusão dessa fase, duas versões da vacina serão produzidas. O Centro Gamalyea ressalta que os testes serão realizados apenas em adultos maiores de 18 anos e a segunda versão, para crianças, será adaptada a partir desse produto final.

"Haverá duas categorias de vacinas: para adultos e para crianças. Para as crianças será mais leve e menos reatogênica", afirmou o professor Aleksandr Butenko, do Centro Gamalyea, à Rádio Sputnik.

De acordo com a agência de notícias, no momento, a vacina russa é destinada a pessoas entre 18 e 60 anos.

A vacina russa foi a primeira registrada no mundo contra a covid-19, em 11 de agosto. Ela se diferencia das demais que estão sendo desenvolvidas e estão em estágio avançado contra a doença no que se refere à sua composição.

No Brasil, deve passar por testes no Paraná, Bahia e Distrito Federal. O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) já enviou pedido para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para realizar testes da vacina no Estado. Depois de aprovados, os testes devem começar em 15 dias. O estudo deve contar com 10 mil voluntários no país, preferencialmente profissionais da saúde.

A aplicação em massa da vacina russa no Paraná pode acontecer já no início de 2021, a partir de doses importadas.

A vacinação do grupo de risco na Rússia já está prevista para ser feita em outubro. Na sexta-feira (4), a revista científica Lancet publicou que a vacina se mostrou segura nas fases 1 e 2 de testes em humanos, induzindo resposta imune forte sem provocar reações adversas graves.

* Com informações do R7.com

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