Folha Vitória Decreto que exige fechamento aos domingos das padarias causa preocupação no setor

Decreto que exige fechamento aos domingos das padarias causa preocupação no setor

Estabelecimentos alegam que podem ter que encerrar as atividades, mesmo que deixem de funcionar apenas num único dia da semana

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Foto: Reprodução / TV Vitória
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Marca registrada no café da manhã dos brasileiros, o pão francês vai ser figura rara nas manhãs de domingo. A ida à padoca da esquina também. O novo decreto do Governo do Estado determina que as padarias permaneçam fechadas aos domingos durante os 14 dias de fechamento total. 

No Espírito Santo, são quase 2 mil panificadoras e o presidente da Associação da Indústria de Panificação e Confeitaria do Espírito Santo (Aipães), Manoel Almeida, teme que o setor tenha que demitir funcionários, mesmo problema relatado no início da pandemia. "Você precisa fechar a conta no final do mês. Então, é preciso cortar. Aí, você acaba, às vezes, cortando na folha de pagamento. As padarias empregam muito então nós conseguimos segurar bastante, mas em alguns momentos não teve como", explicou.

Em uma padaria no bairro Paul, em Vila Velha, a demissão de funcionários voltou a ser uma realidade e o gerente, Cleber Alves da Silva, também tem notado redução no movimento. "Agora, nessa nova quarentena, tivemos que demitir mais ou menos oito funcionários e isso gera um impacto grande. As nossas vendas também caíram com a diminuição da circulação de pessoas", contou.

Serviços extra estão suspensos

Muito além de pães, bolos e cafezinho, as padaria também oferecem serviços como buffet de café da manhã e refeições para almoço e jantar. Durante o período de restrição, estes serviços, que ficavam à disposição dos clientes, estão suspensos e, para o presidente da Aipães, o prejuízo para o setor pode girar em torno de 40% podendo aumentar ainda mais durante as novas restrições.

"Nós tivemos registros de padarias que tiveram 70% de queda no faturamento. No decorrer do ano até a metade, ela estabilizou e foi aí que chegamos nesta média de 35% a 40% de redução no faturamento. Por conta das restrições e de um ano que não começou tão bem, talvez esse índice possa aumentar", afirmou.

Outra preocupação, por parte da associação, é que durante este período, as panificadoras não consigam se manter e fechem as portas. "É um momento ímpar da panificação no Espírito Santo. Não só no Estado, mas no Brasil e no mundo. Tem muitas padarias fechando e tem muitas padarias hoje que estão passando por muita dificuldades por conta dessa queda de faturamento", finalizou.

* Com informações da repórter Polyana Martinelli, da TV Vitória/Record TV.

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