'Doença do lobisomem' pode ser causada por uso de anti-inflamatório
Síndrome pode se apresentar em três formas e acomete homens e mulheres de diferentes idades
Folha Vitória|Do R7

Você já ouviu falar em Hipertricose? É uma doença caracterizada pelo crescimento "desenfreado" de pelos no corpo todo. Também conhecida como síndrome do lobisomem, a hipertricose pode acometer homens e mulheres em diferentes idades. As causas podem ser genéticas, hormonais ou pelo uso de anti-inflamatórios como o cortisona, que é o mais usado no Brasil.
Como o corpo de homens com hipertricose congênita é totalmente coberto por longos cabelos, eles se assemelham a homens lobo ou macaco. Mas este é um fenômeno muito raro!
A dermatologista Ana Flávia Moll, explica que na maioria dos casos, a hipertricose, na verdade, é um sinal porque ela surge associada à outra condição, ou seja, a síndrome é causada por outra doença. "É preciso atenção no diagnostico, a hipertricose pode ocorrer devido um distúrbio hormonal, infecções de pele e alergias. Por isso solicitamos exames laboratoriais, ultrassom abdominal, dosagem de hormônios e em alguns casos até ressonância".

Quem pensa que a síndrome só pode ser causada com altas dosagens de medicamentos está enganado. A dermatologista explica que o acometimento depende do organismo da pessoa. "Alguns pacientes tomam a mesma dose e um desenvolve a hipertricose e o outro não. Mas, não é preciso que as pessoas entrem em pânico, ou que a medicação seja nociva, como disse, depende de cada organismo", informou a dermatologista.
Tipos de Hipertricose
Generalizado Congênito: este tipo é hereditário e o bebê já nasce com a síndrome. Os pelos são longos e sedosos em todo o corpo, exceto mãos e pés. O crescimento do cabelo seria excessivo no rosto e orelhas.
Generalizado Adquirido: neste caso, a hipertricose é adquirida através da ingestão de medicamentos como a fenitoína ou cortisona. O sintoma do crescimento excessivo de pelos é visto uma vez que a pessoa desenvolve efeitos colaterais a essas drogas, ao interromper a medicação, os pelos desaparecem. A exposição excessiva a produtos químicos tóxicos também pode causar esse problema.
Hipertricose localizada: isso pode ser congênito ou adquirido. Poucas regiões como cotovelos, orelhas, costas e umbigo são afetados com o crescimento excessivo de pelos. Isso pode acontecer devido a anormalidades neurológicas ou problemas na coluna. No tipo de hipertricose adquirida, o crescimento excessivo do cabelo pode ocorrer devido a lesão, irritação ou devido à inflamação dos folículos pilosos.
A dermatologista alerta que a hipertricose não é transmissível e possui tratamento em alguns casos, um exemplo, é a depilação, que pode ser feita com laser, cera ou lâmina de barbear. Não existe um medicamento para a síndrome, a única forma de "se livrar" dos pelos é depilando, o que também não quer dizer que os pelos não possam crescer novamente, a não ser que a pessoa faça o tratamento com laser.
Ana Moll também comenta que no caso de mulheres, o problema pode ser proveniente de ovários policísticos e a endometriose. Já nos homens, problemas de rins e fígado. O diagnostico e tratamento da hipertricose envolve o dermatologista, clínico geral e o endocrinologista.

Casos
Supatra Sasuphan é portadora da hipertricose congênita. Ela já tentou depilação à laser, mas os pelos não demoraram muito à voltar, o caso de Supatra é bem sério.
Outro caso famoso é dos irmãos mexicanos Larry e Danny Ramos Gomez, que se tornaram artistas de circo, acrobatas e mágicos, além de serem atração por sua aparência exótica. Ambos casaram-se e tiveram filhos.








