Governo da Coreia do Sul muda de postura após teste de míssil feito pelo Norte
Governo da Coreia do Sul muda de postura após teste de míssil feito pelo Norte
Folha Vitória|Do R7
Seul - O rápido desenvolvimento do programa de armas nucleares da Coreia do Norte está começando a representar um grave desafio para o presidente liberal sul-coreano, Moon Jae-in, cujas propostas para conversas entre os dois países foram atendidas pelo silêncio e por dois testes de mísseis balísticos intercontinentais em menos de um mês.
Ao longo da campanha eleitoral, Moon, cuja presidência começou em maio, expressou persistentemente o desejo de chegar à Coreia do Norte para diálogos. Mas, na sequência do último teste de míssil feito por Pyongyang, a aparência severa de Moon pareceu com a de sua antecessora conservadora, Park Geun-hye, quando ordenou que suas tropas conduzissem um exercício conjunto com forças americanas e endossassem fortes pressões e sanções contra o regime de Kim Jong Un. O presidente sul-coreano pediu aos funcionários do governo que organizassem conversas com Washington sobre o aumento nas tensões.
Moon também ordenou que os militares da Coreia do Sul conversassem com os comandantes dos EUA que estão em solo sul-coreano para que colocassem temporariamente escudos de defesa antimísseis a mais no país, em um sinal de que o presidente deseja fortalecer a nação contra ameaças do Norte. Para o professor Koh Yu-hwan, especialista em Coreia do Norte na Universidade Dongguk, de Seul. Moon não tem outra escolha, visto que já "implorou" a Pyongyang por diálogos e não foi atendido.
"Os ministérios relacionados à política externa e à segurança devem trabalhar com nossos aliados, incluindo os Estados Unidos, para garantir que a provocação recente seja atendida por uma severa resposta internacional, como as medidas do Conselho de Segurança da ONU", disse Yoon Young-chan, secretário de imprensa sênior de Moon. De acordo com ele, Moon também consultou funcionários do governo sobre a possibilidade de sanções unilaterais contra Pyongyang. Fonte: Associated Press.








