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Justiça nega pedido de liberdade para motorista que atropelou e matou jovem em Vila Velha

Pedido foi apresentado pela defesa de Wagner de Paulo na quinta-feira, durante audiência de instrução sobre o caso, que será retomada no início de dezembro. Amanda Marques, de 20 anos, morreu em abril deste ano

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Folha Vitória|Do R7

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A Justiça negou um pedido de liberdade feito pela defesa de Wagner Nunes de Paulo, de 28 anos, que está preso desde o dia 17 de abril. Nesse dia, ele atropelou e matou a jovem Amanda Marques, de 20 anos, que seguia de moto com o namorado Matheus Silva, na rodovia Darly Santos, em Vila Velha.

O pedido de liberdade foi feito durante audiência de instrução sobre o caso, que teve início na quinta-feira (19). Com base nos depoimentos e nas provas apresentadas pela defesa e acusação durante a audiência, o juiz decidirá se o réu vai ou não ser submetido a júri popular.


Apesar do indeferimento do pedido, o advogado Frederico Pozzatti de Souza, responsável pela defesa de Wagner, informou que ainda aguarda o julgamento do habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

Durante a audiência realizada na quinta-feira, no Fórum de Vila Velha, foram ouvidas algumas testemunhas e também o namorado de Amanda, que dirigia a moto atingida pelo carro de Wagner.


De acordo com o advogado da família de Amanda, Fábio Marçal, três policiais, que prestariam depoimento como testemunhas da defesa, não compareceram e, por isso, a audiência foi suspensa pelo juiz. Ela será retomada no dia 7 de dezembro, a partir das 13 horas.

Por meio de nota, a defesa de Wagner de Paulo afirmou que aguardou o início das audiências para demonstrar a verdade dos fatos, pois acredita que o processo penal é o meio adequado para se averiguar as provas e a dinâmica do ocorrido.


A defesa alegou que o réu não estava embriagado no momento do acidente e que, com o início das audiências, "a verdade dos fatos passou a ser confirmada".

Ainda segundo os advogados de Wagner, agentes públicos de diferentes órgãos oficiais do Estado constataram que o acusado não apresentava sinais de embriaguez. 


Eles afirmaram ainda que fotos apresentadas por um familiar de Amanda durante o inquérito policial, que mostram que Wagner estaria bebendo no dia dos fatos, foram feitas, na verdade, no dia anterior ao acidente.

"A defesa de Wagner continuará aguardando o desenvolvimento do processo e a oitiva das demais testemunhas, confiando plenamente na Justiça", finaliza a nota.

Relembre o acidente que resultou na morte de Amanda Marques

Na noite de 17 de abril, o casal de namorados Matheus Silva e Amanda Marques voltava de motocicleta para casa, no bairro Divino Espírito Santo. Eles haviam visitado a mãe de Amanda, no bairro Jockey, e seguiam pela rodovia Darly Santos, na altura de Jardim Asteca, em Vila Velha, quando foram atingidos por um carro de passeio, dirigido por Wagner Nunes de Paulo.

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A jovem estava na garupa da moto e morreu no local. Matheus foi encaminhado a um hospital da rede pública em Vitória em estado grave.

Ele teve alta após 10 dias e só soube da morte da namorada uma semana depois do acidente. Segundo a mãe do rapaz, ele ficou arrasado ao receber a notícia, que foi dada com o apoio de uma psicóloga.

Informações da Polícia Militar dão conta de que a motocicleta estava na pista da direita da rodovia. O veículo dirigido por Nunes seguia pela mesma pista e bateu na traseira da moto.

Segundo um laudo pericial, apresentado pela Polícia Civil no início deste mês, o carro dirigido por Wagner estava a 135 km/h, quando atingiu a motocicleta. A velocidade máxima permitida na via é de 60 km/h.

Além disso, testemunhas relataram que o condutor do veículo apresentava sinais de embriaguez e que tentou fugir do local.

Wagner foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPES) por homicídio por dolo eventual e tentativa de homicídio por dolo eventual, com a qualificação de não oferecer possibilidade de defesa das vítimas. Além disso, foi autuado por dirigir sob influência de álcool.

A denúncia foi aceita pela Justiça e o rapaz, que continua preso preventivamente, é réu no processo.

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