Folha Vitória Médica picada por cobra cria polêmica com Conselho Regional de Medicina

Médica picada por cobra cria polêmica com Conselho Regional de Medicina

Órgão do Mato Grosso repudiou a paciente que disse que 'teria morrido se não fosse transferida'. Dieynne Saugo afirma que a fala dela foi distorcida

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Foto: Reprodução / Instagram
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A médica Dieynne Saugo, picada por uma cobra em uma cachoeira no Mato Grosso no dia 30 de agosto, respondeu ao Conselho Regional de Medicina (CRM) que divulgou uma nota de repúdio a ela por ter dito que "morreria se não tivesse sido transferida para São Paulo porque os hospitais de Cuiabá não tinham os mesmos recursos". 

Nas redes sociais, ela se defendeu: "Me expôs de modo gravíssimo com essa atitude precipitada e altamente lesiva. O CRM deve procurar se retratar uma vez que as próprias sindicâncias e processos tramitam em segredo de justiça".

A médica está internada no hospital Albert Einstein, na zona sul da capital paulista, e se recupera de uma cirurgia no braço, faz fisioterapia e fonoaudiologia. Para pagar pelo tratamento particular, a família da médica fez uma vaquinha virtual e tem como meta arrecadar R$ 300 mil.

Na nota, o CRM informa que em "consideração a todos os profissionais que prestaram atendimento à médica, o Conselho repudia as declarações recém publicadas pela profissional, que ao responder uma pergunta que lhe foi enviada afirmou que obviamente morreria porque nenhum hospital de Cuiabá têm os mesmos recursos dos hospitais de São Paulo".

A entidade afirmou que, em situação onde o médico constata condições que impliquem em risco iminente de vida ou sofrimento intenso do paciente, como ocorreu com Dieynne, o "tratamento imediato é primordial para a estabilização do quadro de emergência e posterior adoção de outras condutas terapêuticas".

Para o CRM, a declaração da paciente demonstra "falta de consideração e respeito por todos os profissionais da saúde que lhe prestaram atendimento quando o seu quadro era de emergência". A entidade cita a equipe do SAMU, do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá e do Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, que realizou a traqueostomia.

O CRM conclui: "Sem a atuação de todos profissionais, a Dra. Dieynne Saugo não teria condições clínicas de ser transferida para outro Estado".

Versão de Dieynne

A médica, por sua vez, ficou indignada com o posicionamento do CRM do Mato Grosso e se manifestou pelas redes sociais. "Minha integral repulsa à infeliz nota manifestada pelo Conselho que não teve o cuidado de ouvir-me para entender integralmente os fatos e me expôs de modo gravíssimo, causando mácula indelével à minha pessoa, à minha imagem profissional e à minha família".

Ela questiona a postura do CRM: "Lançou uma denúncia pública desrespeitando as regras e também ferindo de morte a Ética Médica que deve nortear as suas condutas".

Por fim, Dieynne agradeceu a todos os profissionais da Saúde do Mato Grosso e de São Paulo que participaram do tratamento e "também àqueles que hodiernamente abdicam de suas vidas pessoais em prol da luta pela saúde do povo brasileiro, a minha profunda e eterna gratidão".

* Com informações do R7.com

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