Médico de Cachoeiro alerta para os riscos de cegueira causada por glaucoma
Médico de Cachoeiro alerta para os riscos de cegueira causada por glaucoma
Folha Vitória|Do R7

Foto: Reprodução
O glaucoma é uma doença dos olhos, sem cura, que pode acarretar a perda lenta e progressiva da visão. A alteração inicial é na visão periférica e nas fases mais avançadas chega também à visão central, podendo levar à cegueira, se não for tratada a tempo. Deve ser motivo de alerta para pessoas em qualquer idade.
Os números de pessoas cegas e de pacientes que não sabem que possuem a doença, de acordo com o oftalmologista Fernando Lemgruber, da Unimed Sul Capixaba, em Cachoeiro, especialista na doença, preocupam tanto que levou a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) a instituir 26 de maio como o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma.
No Brasil o glaucoma representa a principal causa de cegueira irreversível na sua população geral, perdendo apenas para a catarata, uma lesão reversível. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 60 milhões de pessoas no mundo que já têm o problema com uma previsão de 79 milhões em 2020. Desse total, segundo a Associação Mundial do Glaucoma, 4,5 milhões de pessoas têm perda total de visão.
Com a longevidade crescente da população, os casos de problemas oculares e de glaucoma também tendem a crescer. Conhecido ainda como Neuropatia Óptica Progressiva, o glaucoma afeta a cabeça do nervo óptico com perda de campo visual. Doença assintomática, pode levar anos até ser diagnosticada.
Riscos
O oftalmologista explica que o número de pessoas cegas e que não sabem que possuem a doença preocupa
Foto: Divulgação
O oftalmologista ressalta que os fatores de risco para desenvolver a doença dependem do tipo de glaucoma em questão. A doença se divide em glaucomas de ângulo aberto e fechado, agudo e crônico, primário ou secundário. A forma mais prevalente é o glaucoma de ângulo aberto crônico que possui como principais fatores de risco a pressão intra-ocular elevada, idade, raça negra, alta miopia e córnea delgada. Como fatores associados existem: hereditariedade, apneia noturna, hipotensão noturna, enxaqueca e uso de corticoides.
“A imensa maioria dos glaucomas não causam dor ou apresentam qualquer incômodo no começo. Como é uma doença crônica e que não possui cura, o tratamento adequado e contínuo permite o controle da doença na maioria dos casos”, afirma o oftalmologista. Ele acrescenta que, contudo, quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de se evitar a perda da visão.
Prevenção
Para ser detectado, é importante prevenir. Num exame oftalmológico cuidadoso, o médico faz a medida da pressão intraocular, o exame do fundo de olho e, quando necessário, exames complementares como o campo visual, retinografia, paquimetria, gonioscopia, tomografia de coerência óptica (OCT) e curva tensional. O ideal é a pessoa que possua histórico familiar de parente de primeiro grau com glaucoma, em especial a partir dos 40 anos, fazer consulta regular ao oftalmologista, uma vez ao ano. Já quem foi diagnosticado com glaucoma deve ter um acompanhamento clínico com consultas e exames periódicos, na frequência determinada pelo seu oftalmologista, já que o tratamento da doença deve ser sempre individualizado.








